ESSV - UEMC - Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)
Permanent URI for this collection
Browse
Browsing ESSV - UEMC - Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri) by Subject "Acute coronary syndrome"
Now showing 1 - 4 of 4
Results Per Page
Sort Options
- Prevalência de fatores de risco cardiovascular em doentes com síndrome coronária agudaPublication . Macedo, Bruno Manuel Nunes; Nunes, Maria Madalena Jesus Cunha, orient.; Dias, António Madureira, co-orient.Enquadramento: A maior parte das doenças cardiovasculares, resulta de um estilo de vida inapropriado e de fatores de risco (FR) modificáveis cujo controlo se traduz na redução de complicações fatais e não fatais das doenças cardiovasculares. Objetivos: Determinar a prevalência de FR cardiovascular: fatores sociais, comportamentais e biológicos. Material e Métodos: Estudo transversal efetuado numa Unidade de Cuidados Intensivos Coronários, com 48 doentes, 66,7 % são homens. A média de idades foi de 67.02 anos e 54,2% situam-se na classe etária com mais de 65 anos. Foi utilizado um questionário para recolha de dados sociodemográficos, sociofamiliares e FR. Usamos o qui-quadrado e regressão logística binária no SPSS® 20.0. Resultados: Quanto à prevalência de FR: Hipertensão arterial 66,7%, excesso de peso/obesidade 64,5%, hipertrigliceridemia 62,5%, hipercolesterolemia 56,3%, hiperglicemia/diabetes 29,2%, tabagismo 27,1%, antecedentes familiares prematuros 22,9%. Verificou-se que e 81,2% acumula dois ou mais FR. Quanto a hábitos alimentares, 41,7% apresentam uma alimentação não saudável, 52,1% apresentam sedentarismo e 35,4% um consumo elevado de álcool. Constata-se maior consumo de álcool e tabagismo no homem e a mulher perceciona melhor apoio social. Identificaram-se inter-relações entre a alimentação não saudável e hipertensão arterial (p=0,035), entre a hipertrigliceridemia e a hipercolesterolemia (p=0,007), e entre hipercolesterolemia e a hipertrigliceridemia (p=0,004). Conclusões: A magnitude das prevalências dos FR sugere que é preciso intensificar a promoção da saúde e a prevenção cardiovascular de preferência seguindo uma estratégia populacional. Devem também ser traçadas estratégias de prevenção secundária eficazes. Palavras-chave: Doenças cardiovasculares, fatores de risco, síndrome coronária aguda, estilos de vida.
- Tabagismo e síndrome coronário agudoPublication . Mota, Mauro Alexandre Lopes; Cunha, MadalenaTabagismo e Síndrome Coronário Agudo Contexto: O tabagismo é um importante fator de risco, modificável, responsável por um conjunto substancial de patologias, nomeadamente o Síndrome Coronário Agudo, pelo que as campanhas antitabágicas são uma realidade das nossas políticas de saúde, contudo, vários estudos apontam para taxas de mortalidade paradoxalmente contrárias àquilo que inicialmente se previa, dada a maior mortalidade junto dos não-fumadores. Objetivo: analisar as diferenças entre fumadores e não-fumadores com quadro de Síndrome Coronário Agudo, e com isso melhor compreender a viabilidade deste interessante, e perigoso, “paradoxo dos fumadores”. Métodos: A revisão sitemática da literatura integrou 6 estudos que avaliaram as diferenças entre fumadores e não fumadores vítimas do Síndrome Coronário Agudo. Foi efetuada uma pesquisa na PUBMED, EBSCO e SCIELO de estudos publicados entre 1 de Janeiro de 2003 a 31 de Março de 2016. Os estudos encontrados foram seguidamente avaliados tendo em consideração os critérios de inclusão previamente estabelecidos. Dois revisores avaliaram a qualidade dos estudos a incluir utilizando uma grelha para avaliação crítica, o “JBI Critical Appraisal Checklist for Cohort and Case-control studies”. Na meta-análise utilizou-se o método Mantel-Haenszel, recorrendo ao modelo aleatório. Resultados: Seis estudos de coorte preencheram os critérios de inclusão, envolvendo 24674 participantes, 15301 do grupo de não fumadores e 9373 do grupo de fumadores. A análise dos estudos revelou que existiu um risco superior de mortalidade intra-hospitalar (RR=0,66; IC 95%= 0,53-0,84; p<0,05), a 1 mês (RR=0,78; IC 95%= 0,68-0,9; p<0,05) e a 1 ano (RR=0,74; IC 95%= 0,67-0,83; p<0,05) no grupo dos não fumadores, resultado estatisticamente significativo, enquanto que na mortalidade a 6 meses se verifica um risco superior (RR=0,53; IC 95%= 0,26-1,11; p=0,09) sendo que no grupo dos não fumadores não são estatisticamente significativos. Os fumadores apresentam idade significativamente mais baixa em todos os estudos e apresentaram globalmente menos fatores de risco (Diabetes Mellitus, Dislipidémia e HTA). Verificou-se ainda um risco superior no grupo dos fumadores (RR=1,43; IC 95%= 1,11-1,83; p<0,05) para desenvolverem SCAceST e um risco superior no grupo dos não fumadores (RR=0,8; IC 95%= 0,75-0,86; p<0,05) para desenvolverem SCAseST. Conclusão: Os doentes fumadores são significativamente mais jovens e com menos fatores de risco, o que poderá explicar as diferenças encontradas na mortalidade entre os dois grupos. Conclui-se assim que o “paradoxo dos fumadores” é uma visão minimalista de um problema verdadeiramente complexo, pelo que deverá ser proferido com enorme cautela, dada a sua lacuna de consensos nas evidências científicas.
- Tempo de demora intra-hospitalar das síndromes coronárias agudasPublication . Santos, Nuno Martins Miranda; Pereira, Carlos Manuel Figueiredo, orient.; Dias, António Madureira, co-orient.TITULO: Tempo de Demora Intra-hospitalar das Síndromes Coronárias Agudas. ENQUADRAMENTO: A doença coronária, por si só, mantém-se no primeiro lugar das causas de morte na União Europeia. O enfarte agudo do miocárdio (EAM) constitui uma importante causa de morbilidade e mortalidade, sobretudo ao nível dos países industrializados, e resulta, habitualmente, de um processo progressivo de aterosclerose coronária. Todos os anos em Portugal ocorrem cerca de 10.000 EAM. Em doentes com enfarte do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, a reperfusão precoce é o tratamento de eleição. Manter o menor intervalo de tempo desde o início dos sintomas até à reperfusão é realçado nas guidelines atuais como uma prioridade. OBJECTIVOS: Determinar o tempo de demora intra-hospitalar das Síndromes Coronárias Agudas e analisar a influência de determinadas variáveis no tempo de demora intra-hospitalar, como a idade, o sexo, a forma de admissão (proveniência e tipo de transporte), a prioridade do Sistema de Triagem de Manchester (STM), a dor torácica, o tipo de Síndrome Coronária Aguda (SCA) e a Via Verde Coronária (VVC). MÉTODOS: É um estudo quantitativo e transversal. Amostra constituída por 204 indivíduos com diagnóstico médico de SCA, internados na UCIC do CHTV, EPE, no período compreendido de 1 de Janeiro de 2010 a 30 de Setembro de 2010. A recolha de dados teve por base o registo informático do Sistema ALERT®. RESULTADOS: Os doentes são maioritariamente do sexo masculino (70,1%) com uma média de idades de 69,75 anos (dp=12,74). 63,2% são provenientes do domicílio, 34,8% foram referenciados pelo centro de saúde/SUB. A ambulância sem médico e os meios próprios são o tipo de transporte mais utilizado (44,1% e 42,6% respetivamente). 96,1% dos indivíduos apresentaram dor torácica. 49,0% dos indivíduos foi diagnosticado EAM sem Supra-ST, 32,4% dos indivíduos foi diagnosticado EAM com Supra-ST e 18,6% dos indivíduos foi diagnosticado angina instável. O tempo médio de demora pré-hospitalar (DPH) foi de 1043,11 minutos e o tempo médio entre o início da dor torácica e a admissão no Serviço de Urgência (TDH) foi de 1044,13 minutos; o tempo médio entre a admissão e a realização de triagem (DAT) foi de 8,60 minutos; o tempo médio entre a triagem e a realização do eletrocardiograma (DT-ECG) foi de 34,09 minutos; o tempo médio entre a realização do eletrocardiograma e a primeira observação médica (D-ECGMédico) foi de 20,48 minutos; o tempo médio entre a primeira observação médica e a administração da primeira terapêutica (D-Médico-Terapêutica) foi de 20,25 minutos; o tempo médio entre a admissão e a alta/internamento do doente (DIH-SU) foi de 281,91 minutos, com um tempo mínimo de 6 minutos e máximo de 1500 minutos. 64,7% dos indivíduos fizeram o 1.º ECG no SU num tempo superior a 10 minutos e apenas 35,3% dos indivíduos fizeram o 1.º ECG no SU num tempo 10 minutos. 74,5% dos indivíduos foram triados através do fluxograma Dor Torácica, 70,6% dos indivíduos foram triados com a prioridade laranja e 72,7% dos indivíduos do sexo masculino e 70,5% dos indivíduos do sexo feminino entraram pela VVC. Relativamente ao DIH-SU, o tempo médio foi de 126,71 minutos (dp=141,023) nos indivíduos com EAM com Supra-ST, 340,76 minutos (dp=246,71) nos indivíduos com EAM sem Supra-ST e 396,61 minutos (dp=324,50) nos indivíduos com angina instável. CONCLUSÃO: Os indivíduos do sexo masculino têm um tempo de demora intrahospitalar inferior aos indivíduos do sexo feminino (p> 0,05). Os indivíduos do grupo etário <55 anos apresentam melhores valores médios do tempo entre a admissão e a alta/internamento (p> 0,05). Os indivíduos transferidos do domicílio apresentam melhores valores médios no tempo de demora intra-hospitalar que os indivíduos que são referenciados por outra Instituição de Saúde (p> 0,05). Os indivíduos transportados em ambulância com médico apresentam melhores tempos médios de demora intrahospitalar (p< 0,05). Os indivíduos com dor torácica apresentam piores tempos médios de demora intra-hospitalar que os indivíduos sem dor torácica, à exceção do tempo entre a triagem e o ECG (p< 0,05). Os indivíduos com EAM com Supra-ST são os indivíduos que apresentam melhores tempos médios de demora intra-hospitalar (p< 0,001). Os indivíduos que entraram na VVC são os indivíduos que apresentam melhores tempos médios de demora intra-hospitalar (p< 0,001). PALAVRAS-CHAVE: Síndrome coronária aguda, Tempo de demora intra-hospitalar, Triagem de Manchester, Dor torácica, Tipo de SCA, Via Verde Coronária, ECG.
- Tempo de demora no tratamento da pessoa com cardiopatia isquémica : do extra-hospitalar à hemodinâmicaPublication . Simões, Filipa da Conceição Coelho; Dias, António MadureiraIntrodução: As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade e morbilidade em todo o mundo. Na Europa, a doença cardíaca isquémica é responsável por 862 mil mortes em cada ano. Em Portugal, em 2015, morreram 27328 pessoas devido a doença cardíaca isquémica, o que corresponde a 6,7% de todas as causas de morte. O enfarte agudo do miocárdio é uma emergência médica que provoca a morte a cerca de metade dos doentes nas primeiras horas após o início sintomas. A reperfusão precoce é o tratamento de eleição. Por essa razão, reduzir o intervalo de tempo desde o início dos sintomas até à terapia de reperfusão é uma prioridade. Objetivos: Determinar o tempo de demora extra-hospitalar na pessoa com síndrome coronária aguda e relacionar a influência de fatores sociodemográficos, clínicos e farmacológicos relacionados com o tempo de demora extra-hospitalar na pessoa com síndrome coronária aguda. Material e Métodos: Estudo quantitativo, de natureza não experimental, descritivocorrelacional, transversal e retrospetivo. A amostra foi constituída por 96 participantes e teve por base uma população de doentes com cardiopatia isquémica admitidos no Laboratório de Hemodinâmica e Cardiologia de Intervenção/Unidade de Cuidados Intensivos Coronários do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, E.P.E, provenientes do exterior com acompanhamento da ambulância de Suporte Imediato de Vida, no período de 01 de janeiro de 2014 a 31 de dezembro 2017. Resultados: Os participantes apresentavam uma média de idade de 60,93 ± 12,98 anos, 79,2% eram do género masculino sendo que 88,5% apresentavam idade igual ou superior a 46 anos. Cerca de 70,8% apresentavam enfarte agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST e da amostra, 56,2% dirigiram-se aos serviços de saúde através de meios próprios. No total, 78,0% foram submetidos a intervenção coronária percutânea primária. Quanto aos tempos de demora, 57,3% dos doentes têm o primeiro contacto médico em tempo igual ou inferior a 120 minutos após o início da dor. O eletrocardiograma é realizado em até 10 minutos em 46,9% dos doentes. Apesar de apenas 4,7% dos doentes realizaram a intervenção coronária percutânea primária em tempo igual ou inferior a 60 minutos, cerca de 57,8% realizaram em tempo igual ou inferiores 120 minutos. Conclusão: Os resultados mostram que o meio de acesso aos serviços de saúde preferencialmente escolhido pelos doentes são os meios próprios e que quem procura ajuda diferenciada apresenta tempos de demora inferiores otimizando, desta forma, o prognóstico.
