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- FORMAS DE PERCECIONAR A ESTRUTURA DE UM PROGRAMA DE MENTORIAPublication . Coutinho, Emília; Loureiro, Cátia; Mota, Tânia; Loureiro, André; O., Contente; Peixoto, Cristina; Marques Dos Santos, PaulaIntrodução: No âmbito do projeto “Verão com Ciência”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), o presente trabalho teve como objetivo desenvolver um guia orientador para a criação e implementação de um Programa de Mentoria (PM), enquanto promotor de práticas de inclusão em todas as Unidades Orgânicas (UO) da Instituição de Ensino Superior. Objetivos: Este artigo científico tem como objetivos: (i) Caracterizar o Programa de Mentoria implementado na Instituição de Ensino Superior através do projeto piloto em duas Unidades Orgânicas; (ii) Comparar a estrutura do PM implementado, com outras experiências e programas similares noutras instituições do ensino superior; (iii) Apresentar uma proposta de estrutura do PM a ser implementado na Instituição de Ensino Superior, a partir de setembro de 2020, de acordo com as melhorias e constrangimentos identificados, quer no projeto piloto, quer em experiências similares nas Universidades de Lisboa e Porto. Métodos: Estudo descritivo e exploratório, de natureza qualitativa. Análise dos dados recolhidos no projeto piloto “Práticas Inclusivas na Instituição de Ensino Superior”, bem como dados recolhidos por meio de entrevista semiestruturada, a dois mentores e quatro mentorados envolvidos em projetos de mentoria noutras instituições de ensino superior, com especial enfase na informação relativa à caracterização da implementação do PM. Revisão bibliográfica sobre a temática “Mentoria no Ensino Superior, associados ao estudo dos relatos recolhidos. (Silva et al., 2007). Resultados: Os resultados obtidos ao nível das duas principais categorias “Conceitos centrais à Mentoria” e “Caracterização do Programa de Mentoria” revelaram que algumas subcategorias e subespecificações semelhantes no estudo piloto e estudo atual estão de acordo com a literatura acerca da implementação de Programas de Mentoria. Conclusão: Perante a análise dos dados recolhidos, é possível afirmar que a implementação de programas de Mentoria é uma mais valia para o acolhimento dos estudantes recém-chegados e para a consolidação de boas práticas de inclusão no ensino superior.
- Manual de mentoria : Programa do Politécnico de ViseuPublication . Coutinho, Emília; Alves, Susana; Santos, Elisa; Coelho, Inês; Almeida, Simone; Loureiro, Cátia; Alves, Ana Berta; Sousa, Artur; Quental, Carlos; Chaves, Claudia; Costa, Cristina Amaro da; Peixoto, Cristina; Vala, Helena; Martins, Isabel; Contente, Olga; Correia, Paula; Santos, Paula; Campos, Sofia; Bettencourt, Paula; Paiva, João MonneyA implementação dos princípios da educação inclusiva no Ensino Superior (ES) é um desafio à própria academia, docentes e estudantes, concretizável através da implementação de Programas de Tutoria/Mentoria. A educação inclusiva foi originalmente desenvolvida para estudantes mais jovens, antes da sua aplicação ao ES. No entanto, à medida que aumenta a heterogeneidade de estudantes no ES, tem aumentado também a necessidade de implementação de práticas inclusivas neste contexto académico. A missão das instituições de ES centra-se na promoção do desempenho e na preparação dos estudantes para a competitividade global, promovendo a excelência educacional e garantindo a igualdade no acesso. Cada vez mais as instituições de ensino superior (IES) têm incentivado e atraído estudantes de diversas origens e experiências, requerendo esforços para criar comunidades académicas inclusivas e acolhedoras para todos os estudantes. Com esta nova realidade, as IES têm procurado desenvolver estratégias de inclusão educativa em que as premissas passam por reconhecer a importância de um trabalho centrado na diversidade, equidade, inclusão de todos os estudantes, e restante comunidade académica, independentemente das suas características pessoais, situacionais ou culturais (Newman & Conway, 2016, pp. 100-101). No contexto de práticas inclusivas no ES, assume toda a importância fornecer aos estudantes o acesso a orientações que os levem a sentir-se plenamente incluídos, tendo em conta a prevalência da diversidade dos estudantes que ingressam no ES. A mentoria/tutoria pode ser eficaz no tratamento de questões-chave e problemas que as instituições do ES atualmente enfrentam, incluindo a necessidade de aumentar as taxas de conclusão dos cursos, reduzir o abandono escolar e as desigualdades nos resultados em grupos sub-representados, bem como ampliar a participação de todos os estudantes na vida académica, sem qualquer exclusão. Por outro lado, os estudantes também enfrentam muitos desafios, decorrentes do desconhecimento da organização e dinâmica institucional, como carga horária, quantidade e diversidade de matéria lecionada, ambiente académico e meio envolvente, processo no qual, a experiência prévia do mentor pode ser fundamental. Os estudantes envolvidos em programas de mentoria/tutoria desenvolvem mais conhecimento teórico e prático, com aplicação na futura vida profissional (Arnesson & Albinsson, 2017, pp. 202-203). Os programas de mentoria/tutoria definem-se como uma troca de conhecimentos e experiências entre mentor e mentorado. Além disso, a orientação é descrita como um processo democrático em que os pensamentos, as reflexões e os conhecimentos são aprofundados e resultam em práticas inclusivas. Um mentor é uma pessoa que contribui com o seu conhecimento, experiência e perspetivas, ou seja, está subjacente a ideia de que o mentor dá orientação ao mentorado no seu desenvolvimento pessoal e académico. O mentor, neste processo, desenvolve-se profissionalmente e o mentorado desenvolve-se a nível psicossocial. O mentor também pode ser descrito como uma pessoa sensata que tem interesse no apoio às pessoas menos experientes. Na prática, a mentoria/tutoria pode ser resumida como uma combinação de apoio emocional e prático (Arnesson & Albinsson, 2017, p. 203).
- Sleep Quality among Medical Students of a Portuguese UniversityPublication . Ferreira, Rita; Brás, João; Fialho, Joana; Peixoto, CristinaIntrodução: O sono é um processo fisiológico complexo presente na maioria dos seres vivos. As perturbações do sono têm vindo a aumentar exponencialmente. Os estudantes universitários, particularmente, os estudantes de medicina, são especialmente vulneráveis a esta problemática. Contudo, a literatura existente relativa ao tema é escassa, especialmente, em Portugal. O objetivo deste estudo consiste em avaliar a qualidade de sono nos estudantes do curso Medicina da Universidade da Beira Interior, Covilhã, Portugal e analisar as diferenças e relações existentes de acordo com a idade, sexo, coabitação e ano de curso. Métodos: Trata-se de um estudo transversal em que os estudantes envolvidos preencheram o Índice da Qualidade de Sono de Pittsburg (PSQI), previamente validado para a população portuguesa. Os valores obtidos, para cada componente do PSQI, foram inicialmente analisados para a população global, e posteriormente relacionados com as variáveis sociodemográficas, visando a obtenção de relações estatisticamente significativas. Resultados: Duzentos noventa seis estudantes responderam ao questionário. Destes, 62,2% consideraram o seu sono bom; 42,4% obtiveram 1 na componente latência do sono; 50% admitiu dormir entre 6 a 7 horas; 73,9% evidenciou uma eficiência de sono adequada; 85,5% relatou pouco ou nenhum distúrbio do sono; 83,8% referiu nunca ter usado medicação para dormir; e 60,8% mencionou pouca ou nenhuma disfunção diurna. Relativamente ao PSQI global, 73,1% dos estudantes obtiveram uma pontuação superior a 5, indicando uma má qualidade de sono. Das raparigas, 74,7% e dos rapazes, 67,7% revelaram uma pobre qualidade de sono. Dos estudantes, que vivem sozinhos, 91,3% também exibiram uma pobre qualidade de sono. Relativamente ao ano letivo do curso no qual o inquérito foi aplicado, 82,4% dos estudantes do 1º ano reportaram uma pobre qualidade de sono, assim como 77,5% do 2º ano, 72,1% do 3º, 77,8% do 4º, 65,8% do 5º e 71,4% do 6º ano do curso. Conclusão: Globalmente, os estudantes que participaram neste estudo apresentaram má qualidade de sono, com uma classificação no PSQI superior 5. Contudo, as classificações em cada um dos componentes não são tão negativas. A maioria dos participantes classificam o seu sono como bom ou muito bom, quase metade dos participantes referiram dormir mais de 7 horas e a maioria apresentou uma eficiência de sono superior a 85%. De igual forma, 83,8% nunca usaram medicação para dormir. Não sendo um resultado robusto, torna-se imperioso a realização de mais estudos que o comprovem inequivocamente. Mais, tais estudos também serão imprescindíveis para identificar situações em que a intervenção terapêutica melhorará tais parâmetros.
- Emerging Trends in Higher Education: Technological Progress, Shifts in Student Populations, and Changing Workforce NeedsPublication . Peixoto, Cristina; Cecília Agostinho; Fialho, Joana; Márcio Nascimento; Antunes, Maria JoséThe higher education sector is undergoing significant changes driven by technological advancements, changing student demographics, and evolving workforce demands. Emerging trends shaping the future of higher education include personalized learning powered by adaptive technologies and artificial intelligence, the rise of short-term skill-specific certifications, virtual and augmented reality enhancing learning experiences, data- driven decision-making, interdisciplinary programs fostering critical thinking, global collaboration through online platforms, competency-based education prioritizing mastery, artificial intelligence and machine learning. This will enable personalized learning, lifelong learning initiatives supporting continuous education, increased focus on mental health and well- being, and alternative funding models like income share agreements and corporate partnerships. While these trends offer promising opportunities, they also present challenges related to equity, privacy, and balancing market demands with academic integrity. The aim of this study is to explore each of these trends, understand their implications, and evaluate the impact of the transformations they bring to the future of higher education.
