Unidade de Enfermagem da Reabilitação (UER)
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Percorrer Unidade de Enfermagem da Reabilitação (UER) por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Médicas"
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- Artrite reumatóide : implicações na funcionalidade das pessoasPublication . Figueiredo, Elisabete Vaz de; Martins, Rosa Maria LopesEnquadramento: A Artrite Reumatóide (AR) é uma patologia com profundas implicações na funcionalidade das pessoas, com efeitos significativos não só ao nível do funcionamento físico, mas também a nível emocional, familiar, social e económico. Objetivos: Avaliar a funcionalidade das pessoas com artrite reumatóide e analisar a sua relação com as variáveis sócio demográficas, clínicas, dor e qualidade do sono. Métodos: Trata-se de um estudo não experimental, transversal, descritivo-correlacional e de caráter quantitativo, que foi realizado numa amostra não probabilística por conveniência, constituída por 75 pessoas com o diagnóstico de artrite reumatóide, acompanhadas na Unidade de Dor, na Consulta de Reumatologia e na Medicina Física de Reabilitação do CHTV, EPE. Para a mensuração das variáveis utilizou-se um instrumento de colheita de dados que integra uma secção de caracterização sócio demográfica e clínica, o Índice da Qualidade de Sono de Pittsburgh – PSQI e o Health Assessment Questionnaire – HAQ. Resultados: Constatou-se que 60,0% dos inquiridos apresenta dificuldades/incapacidades leves no desempenho das atividades da vida diária, 32,0% apresenta já dificuldades moderadas e 8,0% incapacidade grave, sendo que o valor médio da funcionalidade global avaliado por meio do HAQ foi de 1,48, o que revela a existência de uma incapacidade moderada na nossa amostra. Das variáveis sócio demográficas, a idade (p=0,003), a situação laboral (p=0,000), a escolaridade (p=0,006) e os rendimentos mensais (p=0,001) têm influência no estado funcional das pessoas com AR. Das variáveis clínicas, a intensidade da dor (p=0,007) e o tempo de diagnóstico da doença (p=0,013) mostraram relacionarem-se com a funcionalidade. Em relação à qualidade do sono, apenas existem diferenças estatísticamente significativas nas subescalas “levantar-se” (p=0,030) e “caminhar” (p=0,034), sendo que a má qualidade de sono configurou-se em 94,7% dos inquiridos. Conclusão: As evidências encontradas neste estudo referem que a idade, a situação laboral, a escolaridade, os rendimentos mensais, o tempo de diagnóstico, a intensidade da dor e a qualidade do sono, associam-se a uma pior funcionalidade nas pessoas com AR. O diagnóstico precoce, a adoção de medidas para a promoção da boa qualidade do sono, a aplicação de medidas farmacológicas e não farmacológicas para o alívio da dor, e ações de formação direcionadas aos doentes com AR, devem ser estratégias a desenvolver junto desta população, numa tentativa de minimizar o impacto negativo que esta doença acarreta. Palavras-chave: artrite reumatóide, estado funcional, qualidade do sono.
- Bem-estar e qualidade de vida da pessoa com patologia respiratória : contributos do enfermeiro especialista em reabilitaçãoPublication . Fernandes, Ana Raquel Crespo; Martins, Rosa Maria LopesEnquadramento: As doenças respiratórias atingem uma grande parte da população portuguesa, e são responsáveis por limitar as atividades de vida da pessoa, (AVD´s), desencadeando por isso, alterações na Qualidade de vida (Qvd). O papel do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação (EEER) através de um programa e reabilitação respiratória (RR) adequado, é essencial na melhoria desta Qvd, levando a pessoa maximizar o seu potencial funcional e a encontrar mecanismos de adaptação para a sua vida. Objetivos: Avaliar o bem-estar e a Qvd da pessoa com patologia respiratória submetidos às intervenções do EEER em programa de RR num primeiro e segundo momentos. Verificar a associação entre as variáveis sociodemográficas e clínicas que influenciam a Qvd e estudar o impacto das intervenções do EEER na Qvd da amostra. Métodos: Estudo quase experimental descritivo, correlacional e transversal. Os dados foram colhidos numa amostra não probabilística por conveniência de 40 pessoas com patologia respiratória diagnosticada, e internados no serviço de pneumologia da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda; O instrumento de recolha de dados consistiu num conjunto de questões de caracterização sociodemográfica, questões clínicas, intervenções do EEER, e na aplicação do Saint George´s Respiratory Questionnaire (SGRQ). Resultados: A amostra é maioritariamente do género masculino (70,0%), com idade superior aos 75 anos (55,0%) em média 72,15 anos. 55,0%, são casados ou vivem em união de facto. Mais de metade dos doentes reside em meio rural (62,5%) e 75% da amostra refere ter apoio familiar quase sempre. A avaliação da Saturação Periférica de Oxigénio (SPO2), mostrou (na 2ª avaliação), valores mais elevados, (95-100%), existindo diferenças estatisticamente significativas (p=0,027), o que significa que houve uma melhoria clínica. São os doentes com diagnostico da doença há menos de 1ano os que apresentam melhor Qvd nos vários domínios e fator global, com diferenças estatisticamente significativas no domínio das atividades (X2=8,005; p=0,046) e no fator global (X2=10,106; p=0,018). São os doentes seguidos em consulta que também manifestam melhor Qvd em todos os domínios e fator global, com diferenças estatísticas no domínio das atividades (X2=120,500; p=0,038) e no fator global (X2=108,000; p=0,017). Apurou-se igualmente que são os que recorrem a um EEER para a RR, os que apresentam melhor Qvd em todos os domínios (sintomas p= 0,059; atividades p= 0,198; impacto psicossocial p=0,753 e fator global p=0,158), em prejuízo dos que recorrem a outros profissionais de saúde. Quanto á avaliação da Qvd, constatou-se que a amostra evidenciava uma melhor Qvd no global, (M=42,8021,67) na 2ª avaliação, isto é, após o programa de RR, particularmente no domínio impacto psicossocial (M=34,60 21,61), seguindo-se o domínio dos sintomas (M=44,0421 Conclusões: Existe de facto uma melhoria na Qvd da pessoa com patologia respiratória após o programa de RR, isto é, houve diferenças positivas entre a Qvd inicial e a posterior à intervenção do EEER. As evidências encontradas destacam a importância da intervenção do EEER, aos doentes, no que respeita à melhoria na Qvd. É por isso, pertinente a implementação de um programa RR adequado, individualizado e precoce, de modo a obter um efeito favorável na saúde dos doentes, melhorar a morbilidade e a manutenção de uma Qvd adequada.
- Benefícios dos programas de atividade física realizados por idosos residentes na comunidade : Scoping reviewPublication . Cabral, Helena Isabel Amador; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução: A Enfermagem de Reabilitação, enquanto área especializada com conhecimentos científicos e técnicos avançados, centrar -se na maximização da funcionalidade e na promoção da autonomia. Os estágios constituem o momento determinante para aprimorar o conhecimento teórico/prático, adquirir e consolidar competências. Objetivos: Descrever o percurso de aquisição de competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Reabilitação (EEER) e mapear os benefícios dos programas de atividade física realizados por idosos residentes na comunidade. Métodos: O relatório foi estruturado em duas partes. A primeira corresponde à componente clínica, onde se recorreu à metodologia descritiva e reflexiva sobre o processo de desenvolvimento de competências comuns e especificas. Na segunda parte é apresentada a scoping review “Benefícios dos Programas de Atividade Física Realizados por Idosos residentes na Comunidade”, conduzida segundo a metodologia do Joanna Briggs Institute e reportada de acordo com o PRISMA-ScR. Resultados: Os estágios permitiram aplicar conhecimentos e consolidar uma prática baseada na evidência científica. A investigação reforçou a capacidade de pesquisa, análise crítica e produção de conhecimento científico. A scoping review incluiu 8 estudos que evidenciaram benefícios consistentes dos programas atividade física multicomponentes ao nível da força muscular, equilíbrio, mobilidade e resistência cardiorrespiratória, com benefícios positivo manutenção da funcionalidade do idoso. Conclusão: O percurso clínico alicerçou as competências essenciais do EEER, enfatizando o seu papel na promoção da autonomia e qualidade de vida. A scoping review comprovou a relevância das intervenções do EEER associadas à prática de atividade física no idoso, promotoras de um envelhecimento ativo, centrado na prevenção do declínio funcional e maximização da autonomia. Palavras-chave: Enfermagem de Reabilitação; Competências; Idoso; Programas de Atividade Física
- Benefícios dos programas de reabilitação cardíaca na qualidade de vida da pessoa com enfarte agudo do miocárdio : Scoping reviewPublication . Pereira, Ana Rita Tavares; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução: A prática clínica da Enfermagem de Reabilitação obriga ao desenvolvimento de competências para a intervenção segura junto da pessoa, promovendo a sua qualidade de vida e funcionalidade. Os estágios são, portanto, uma brilhante oportunidade para consolidar conhecimento e competências associadas à área. Objetivos: Evidenciar o processo de aquisição, desenvolvimento e consolidação das competências do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação (EEER), bem como mapear a evidência científica sobre os benefícios dos programas de Reabilitação Cardíaca (RC) na qualidade de vida da pessoa com enfarte agudo do miocárdio (EAM). Métodos: O relatório foi estruturado em duas partes. A primeira integra o mapeamento das competências comuns e específicas de Enfermagem de Reabilitação, adquiridas em cada um dos contextos de estágios, bem como as atividades neles desenvolvidas. A segunda parte incorpora a componente da investigação, com o estudo “Benefícios dos Programas de Reabilitação Cardíaca na Qualidade de Vida da Pessoa com Enfarte Agudo do Miocárdio”, apresentada sob a forma de uma Scoping Review e conduzida segundo a metodologia do Joanna Briggs Institute. Resultados: Os estágios realizados no âmbito do plano de estudos do Mestrado em Enfermagem de Reabilitação foram fundamentais para o desenvolvimento e consolidação de competências essenciais à prática profissional especializada, potenciando, desta forma, uma abordagem integrada e qualificada na prestação de cuidados de enfermagem. A componente de investigação desempenhou um papel determinante no reconhecimento e mapeamento do impacto dos programas de reabilitação cardíaca na qualidade de vida da pessoa com EAM. reforçando a importância do papel do enfermeiro especialista na conceção e implementação destes programas. Conclusão: O desenvolvimento de novas competências, tanto gerais como específicas, foi evidente ao longo de percurso do estágio, refletindo-se na qualidade e segurança dos cuidados prestados. Por outro lado, as evidências destacadas no estudo enfatizam a necessidade de conceber e implementar intervenções de reabilitação baseadas em evidências científicas, que integrem várias componentes de treino estruturado, progressivo e adaptado às especificidades da pessoa vítima de EAM. Palavras-chave: Enfermagem; Reabilitação Cardíaca; Enfarte Agudo Miocárdio; Doença Coronária; Qualidade de Vida
- Biofeedback no tratamento da incontinência anal em adultos com disfunção do pavimento pélvicoPublication . Santos, Bárbara Sofia Miguel dos; Cunha, Madalena; Albuquerque, Carlos Manuel SousaEnquadramento: O biofeedback afigura-se como um tratamento simples, com mínimos custos e efeitos secundários no tratamento da incontinência anal em doentes com disfunção de pavimento pélvico. No entanto, a sua eficácia é muitas vezes colocada em causa. Este estudo pretende responder a esta questão, bem como procurar entender se esta técnica pode aumentar a qualidade de vida destes indivíduos. Objetivos: Determinar a eficácia do biofeedback no tratamento da incontinência anal em adultos com disfunção do pavimento pélvico e a eficácia do biofeedback no aumento da qualidade de vida dos doentes de incontinência anal. Métodos: Na realização desta revisão sistemática efetuámos uma pesquisa entre Março e Abril de 2016 em bases de dados indexadas. Os estudos encontrados foram analisados à luz de critérios de inclusão previamente estabelecidos, e a sua qualidade avaliada por dois investigadores, de forma independente. A realização da meta- análise teve por base métodos estatísticos. Resultados: O corpus desta revisão é constituído por 10 artigos. Os resultados da meta-análise indicam haver uma melhoria, embora não estatisticamente significativa nos valores manométricos, em nenhum dos subgrupos avaliados. Bem como, os resultados de meta- análise não encontraram diferenças estatisticamente significativas na análise efetuada à eficácia do biofeedback na qualidade de vida dos doentes de incontinência anal. Destaca-se a importância da relação terapeuta- doente neste processo de melhoria. Conclusões: O biofeedback apresenta-se como um tratamento eficaz da incontinência anal em adultos com disfunção do pavimento pélvico, no entanto carece de uma maior investigação. Palavras- chave: incontinência anal, biofeedback, qualidade de vida.
- O comportamento no autocuidado da pessoa com patologia cardíacaPublication . Barreiros, Ana Margarida Cardoso; Martins, Rosa Maria LopesEnquadramento: Capacitar as pessoas para a gestão da sua saúde e dos sintomas, na presença de doença crónica e para atingir o nível máximo de independência funcional promovendo o autocuidado é um dos desígnios dos profissionais de enfermagem de reabilitação. Nesta perspetiva o desenvolvimento deste estudo parte do pressuposto básico de que a variável autocuidado é influenciada pelas capacidades e limitações em termos de atividades de vida diárias, estratégias de conservação de energia, posições de descanso em fase de descompensação e sinais de alerta. Objetivo: Avaliar a relação entre as variáveis sociodemográficas, clinicas ou psicológicas e o comportamento do autocuidado dos doentes com problemas cardíacos. Metodologia: foi delineado um estudo de natureza quantitativa, não experimental, transversal e descritivo e correlacional. A amostra foi constituída por 74 indivíduos com patologia cardíaca, que frequentam a consulta externa de Cardiologia do Centro Hospitalar Tondela-Viseu. O instrumento utilizado para a recolha de dados integra um questionário sociodemográfico e clínico, escala de apoio social (Matos e Ferreira), questionário de estado de saúde (SF-36V2) e a escala europeia do comportamento do autocuidado na insuficiência cardíaca. Resultados: prevalece o sexo masculino (com cerca de 71 anos de idade, casados ou a viver em união de fato e a patologia cardíaca que predomina é a insuficiência cardíaca, seguida do EAM com IC e por último a Angina com IC. Existe relação significativa entre as variáveis sociodemográficas com o comportamento do autocuidado. Quando aumenta o apoio social diminui o comportamento adequado dos utentes face ao seu autocuidado e quando o comportamento no autocuidado diminui aumento a saúde mental e física contudo é mais significativa na saúde física. Conclusão: o comportamento no autocuidado em doentes com patologia cardíaca sofre influência de variáveis sociodemográficas, clínicas e psicológicas. Palavras – Chave: Autocuidado, comportamento, patologias cardíacas, Reabilitação Cardíaca.
- Conhecer para capacitar o cuidador informal da pessoa dependente em contexto de cuidados continuados: Intervenções do enfermeiro de reabilitaçãoPublication . Almeida, Francisco José Freixinho de; Martins, Rosa Maria LopesIntrodução: O Cuidador Informal (CI) enfrenta múltiplas dificuldades no cuidado da pessoa dependente. O Enfermeiro de Reabilitação, pode desempenhar um papel determinante na capacitação destes cuidadores, direcionando as suas intervenções a partir das dificuldades apresentadas. Assim, é propósito deste estudo identificar as dificuldades do CI de pessoa com dependência que beneficiou do apoio da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). Métodos: Estudo não-experimental, quantitativo, transversal e de carácter descritivocorrelacional, recorrendo a uma amostra não probabilística por conveniência, constituída por 119 CI de pessoa dependente, na sua maioria mulheres, filhas da pessoa dependente e com idade média de 60,14 anos (± 13,71). Os dados foram recolhidos na sub-região Viseu Dão Lafões, através do autopreenchimento de um questionário. Da aplicação deste instrumento resultou o estudo psicométrico da Escala de Avaliação das Dificuldades do Cuidador Informal, que apresenta um nível de fidelidade muito bom (α = 0,953), possuindo os quatro fatores correlações com a escala total, fortes a muito fortes, oscilando entre R = 0,737 (Fator 4) e R = 0,892 (Fator 2). Resultados: Estes CI manifestam, maioritariamente, dificuldades moderadas, sendo estas mais elevadas ao nível do fator cuidar de mim, em particular nos itens “exercícios de relaxamento e de alongamento muscular que pode realizar para prevenir lesões músculoesqueléticas” e “como gerir o tempo necessário para si próprio” e do fator atividades de vida diária, em especial no “banho”, “subir e descer escadas” e “transferências”. Prestar cuidados a pessoas com maior grau de dependência, em habitações com mais barreiras e por cuidadores com mais idade, revelam-se como preditores das dificuldades do CI. Conclusão: estes resultados indicam que os CI apresentam dificuldades a vários níveis do cuidar da pessoa dependente, fortalecendo a necessidade dos Enfermeiros de Reabilitação, no contexto da RNCCI, conhecerem essas dificuldades e planearem programas de apoio e intervenção a eles dirigidos, no sentido da sua capacitação. Palavras-chave: cuidador informal; dificuldades; enfermeiro de reabilitação; cuidados continuados.
- Cuidar da pessoa com DPOC no domicílio : Perspetiva dos enfermeiros especialistas em enfermagem de reabilitaçãoPublication . Costa, Sandra Marília Saraiva da; Batista, Susana Marisa Loureiro PaisIntrodução: A exigência técnica e científica requerida aos cuidados de saúde e, consequentemente, aos cuidados de Enfermagem, traduz-se numa necessidade de maior diferenciação e especialização. A atribuição do título de enfermeiro especialista pressupõe um conjunto de competências comuns, partilhadas por todas as especialidades e a reabilitação engloba conhecimentos e procedimentos específicos que permitem ajudar as pessoas a maximizar o seu potencial funcional e independência. A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva, caracterizada por sintomas persistentes, com obstrução crónica do fluxo aéreo. Em Portugal, a prevalência atinge 14,2% da população com mais de 40 anos, segundo a DGS. O Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação (EEER) tem uma intervenção de relevo na continuidade de cuidados e na resposta às necessidades da pessoa com DPOC no domicílio. Objetivos: Descrever o processo de aquisição de competências comuns do enfermeiro especialista e de competências específicas em Enfermagem de Reabilitação; explorar a perceção dos EEER sobre a sua intervenção em pessoas com DPOC em contexto domiciliário. Metodologia: O relatório é composto por duas partes: a primeira reflete o estágio clínico e analisa criticamente o processo de desenvolvimento de competências ao longo dos diversos contextos clínicos; a segunda parte apresenta um estudo qualitativo intitulado “Cuidar da Pessoa com DPOC no domicílio: perspetiva dos Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação”. Resultados: Fez-se uma reflexão, de forma consciente e fundamentada, sobre as competências adquiridas e desenvolvidas, que possibilitaram um olhar renovado sobre as práticas, o contexto e o conhecimento. Analisaram-se os objetivos traçados, as atividades desenvolvidas e as dificuldades encontradas. A componente de investigação analisou as perspetivas dos EEER sobre o cuidado à pessoa com DPOC em contexto domiciliário. Os resultados destacam estratégias eficazes na promoção da independência e controlo dos sintomas, a importância do envolvimento familiar ou os fatores facilitadores/barreiras ao cuidado domiciliário destes utentes. Conclusão: As competências comuns e as competências específicas foram desenvolvidas e consolidadas ao longo dos estágios. O trabalho de investigação permitiu perceber que o EEER desempenha um papel estruturante no processo de gestão da DPOC, como agente de educação para a saúde, contribuindo para a para a diminuição de sintomas, para o aumento da motivação na continuidade do exercício físico e para a adaptação à vida familiar e social. Conclui-se que o percurso formativo permitiu o desenvolvimento efetivo de competências especializadas, ao mesmo tempo que reforçou a relevância da enfermagem de reabilitação na resposta às necessidades complexas das pessoas com DPOC em contexto domiciliário. Palavras-chave: Enfermagem de Reabilitação; Enfermeiro Especialista; Competências; DPOC; Cuidados domiciliários, Reabilitação respiratória.
- Dependência no autocuidado dos idosos residentes em larPublication . Rodrigues, Ana Maria de Almeida Marques; Martins, Rosa Maria LopesO autocuidado é indispensável à conservação da vida e resulta do crescimento diário da pessoa, na experiência como cuidador de si mesmo e de quem faz parte das suas relações. É a chave dos cuidados de saúde, sendo interpretado como uma orientação para a ação de enfermagem que, através das ações de autocuidado, podem implementar intervenções para a promoção da saúde e/ou prevenção da doença. Os objetivos do estudo direcionam-se para a importância na identificação do perfil de autocuidado dos idosos, ou seja, na determinação dos diferentes níveis de dependência no autocuidado dos idosos a residir em lar. Entendemos este conhecimento, (proveniente dos resultados do estudo) como um contributo relevante no sentido de melhorar o modo como o apoio e/ou a ajuda pode ser ajustada a cada indivíduo, uma vez que estas adaptações só são possíveis perante o diagnóstico real da dependência das pessoas. Metodologia: Este estudo inclui-se num paradigma de investigação quantitativa, do tipo não experimental, transversal, descritivo e correlacional. A população em estudo são os idosos residentes no lar Residência Rainha D. Leonor em Viseu. Utilizou-se uma amostra não probabilística acidental, em função do peso relativo dos idosos desta instituição constituída por 136 idosos. O instrumento de colheita de dados inclui a escala de dependência no autocuidado. Resultados: Os idosos são maioritariamente mulheres, viúvas, com baixa instrução literária e com média de idade de 86 anos. Verificamos que as patologias predominantes são do foro cardíaco (70,6%), osteoarticular (62,5%) e neurológico (55,1%). Considerando o nível global de dependência no autocuidado, verificamos que 46,4% da amostra é independente, 36,0% é dependente em grau elevado e 17,6% dependente em grau parcial, ou seja, 53,6% apresenta algum grau de dependência no autocuidado. Conclusão: Os resultados deste estudo permitem a aquisição de conhecimento e desenvolvimento de competências que são de extrema importância na prática de cuidados de enfermagem de reabilitação, pois as necessidades de saúde desta população sofrem contínuas modificações ao longo do processo de envelhecimento, exigindo práticas atualizadas, no sentido de abranger a promoção dos processos de preservação e de autonomia. Palavras-Chave: Autocuidado, Idoso, Institucionalização.
- Determinantes da adesão a hábitos e estilos de vida saudáveis na gravidezPublication . Bernardino, Sara Ferreira; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução: A adoção de um estilo de vida saudável durante a gravidez é importante na prevenção de complicações gestacionais. O enfermeiro desempenha um papel relevante na vigilância da gravidez, o que lhe permite indagar o seu conhecimento, orientar a grávida, reforçar a sua motivação e antecipar as complicações, embora a escolha por um estilo de vida saudável seja sempre individual. O principal objetivo deste trabalho é conhecer a adesão das grávidas a hábitos e estilos de vida saudáveis (alimentação equilibrada e diversificada, não consumo de substâncias lícitas como o álcool e tabaco e prática regular de atividade física), e subsequentemente os seus determinantes. Métodos: Realizou-se um estudo de natureza quantitativa, descritivo-correlacional e transversal, com recurso a uma amostra não probabilística, acidental e por conveniência, composta por 131 grávidas seguidas no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, maioritariamente casadas (61,07%), da classe média, residentes equitativamente em meio rural (50,38%) e urbano (49,62%) e com uma média de idades de 32,89 anos (Dp= 4,85). O instrumento de colheita de dados, incorporou seis secções destinadas à mensuração de variáveis de contexto sociodemográfico, laboral, antropométrico, dados clínicos inerentes à gravidez, prática de consumos e estilos comportamentais e ainda o Questionário sobre Atividade Física e Gravidez, aferido e validado para a população portuguesa. Resultados: Relativamente à alimentação, a maioria das gestantes (59,54%) cumpre 3 ou 4 das 9 recomendações da Direção-Geral da Saúde analisadas. Verificámos uma tendência para a diminuição de comportamentos de risco ao longo da gestação, nomeadamente no consumo de álcool, tabaco e café. A intensidade da atividade física praticada pelas grávidas é, predominantemente, leve e do tipo doméstica. Do estudo dos determinantes inferiu-se que a adoção de estilos de vida mais saudáveis está sobretudo associada a grávidas mais novas, da classe I (classe socioeconómica superior alta), residentes em meio rural, empregadas e que se mantêm no ativo, obesas (segundo o IMC prévio à gravidez), primíparas, que vigiam a gravidez em várias instituições de saúde em simultâneo, com aconselhamento nutricional e para a prática de atividade física personalizado e que têm algum tipo de complicação decorrente da gravidez. Conclusão: As evidências encontradas neste estudo sugerem que a gravidez motiva a adesão a estilos de vida mais saudáveis, no entanto, a prática de atividade física e os hábitos alimentares encontram-se aquém do recomendado. Parece-nos importante promover e incentivar as gestantes a modificarem/adotarem estilos de vida mais saudáveis e persistentes no tempo, propondo que essa vigilância e monitorização seja realizada por equipas cada vez mais multidisciplinares, com a inclusão de um EEER. Palavras-chave: Gravidez, Estilo de Vida Saudável, Promoção da Saúde.
