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ESSV - UER - Relatórios finais (após aprovados pelo júri)

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  • Impacto de um protocolo de desmame ventilatório na pessoa adulta na UCI
    Publication . Teixeira, Ana Rita Porfírio; Albuquerque, Carlos Manuel Sousa
    Enquadramento: A ventilação mecânica invasiva (VMI) é uma medida de suporte vital utilizada em cuidados intensivos, associada a custos elevados e a múltiplas complicações. O desmame ventilatório consiste no processo de transição entre a VMI e a ventilação espontânea (VE). Neste sentido vários autores defendem o recurso a protocolos de desmame ventilatório. O objetivo geral deste trabalho centrou-se em avaliar o impacto de um protocolo de desmame ventilatório com associado a intervenções de enfermagem de reabilitação na qualidade do desmame e nos outcomes dos doentes. Métodos: Recorrendo a um estudo de natureza quantitativa, com características de um estudo comparativo retrospetivo. O grupo 1 (G1) foi constituído pelos doentes admitidos e ventilados por um periodo superior a 24 horas, na unidade de cuidados intensivos (UCI) do Hospital Sousa Martins (HSM), Unidade de Saúde Local da Guarda (ULSG), entre um de dezembro de 2019 e 31 de janeiro de 2020. O grupo 2 (G2) correspondeu aos doentes admitidos na mesma UCI em igual período do ano anterior, previamente à aplicação do protocolo de desmame. O referencial de colheita de dados inclui, além de uma ficha sociodemográfica e clinica, uma grelha de observação realizada com base na pesquisa bibliográfica e adaptado à prática do serviço em questão. Dados esses que foram colhidos no G1 e consultados nos processos dos doentes que constituem o G2 para posterior comparação. Resultados: A maioria da amostra é masculina (56,7% no G1 e 58,1% no G2), com idade média global de 71,62 anos. Prevalência de melhores índices de qualidade de desmame e outcomes no G1 uma vez que este grupo apresentou menos dias de internamento (M=7,1), menos dias de VMI (M= 4,07), menor número de PREs (M=1,27), menor timing de desmame (M= 3,80 dias) e o desmame demorou em média 1,37 dias. O G2 apresentou valores de ordenação média maiores (10,32; 7,81; 2,87; 6,23; 2,77, respetivamente) no que respeita a estes indicadores, pelo que apresentou piores resultados relativos à qualidade geral do desmame e aos outcomes. Conclusões: A evidência dos resultados obtidos dá corpo à importância de uma abordagem multidisciplinar ao doente crítico, realçando a necessidade da associação de programas de enfermagem reabilitação ao desmame ventilatório.
  • Conhecer para capacitar o cuidador informal da pessoa dependente em contexto de cuidados continuados: Intervenções do enfermeiro de reabilitação
    Publication . Almeida, Francisco José Freixinho de; Martins, Rosa Maria Lopes
    Introdução: O Cuidador Informal (CI) enfrenta múltiplas dificuldades no cuidado da pessoa dependente. O Enfermeiro de Reabilitação, pode desempenhar um papel determinante na capacitação destes cuidadores, direcionando as suas intervenções a partir das dificuldades apresentadas. Assim, é propósito deste estudo identificar as dificuldades do CI de pessoa com dependência que beneficiou do apoio da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). Métodos: Estudo não-experimental, quantitativo, transversal e de carácter descritivocorrelacional, recorrendo a uma amostra não probabilística por conveniência, constituída por 119 CI de pessoa dependente, na sua maioria mulheres, filhas da pessoa dependente e com idade média de 60,14 anos (± 13,71). Os dados foram recolhidos na sub-região Viseu Dão Lafões, através do autopreenchimento de um questionário. Da aplicação deste instrumento resultou o estudo psicométrico da Escala de Avaliação das Dificuldades do Cuidador Informal, que apresenta um nível de fidelidade muito bom (α = 0,953), possuindo os quatro fatores correlações com a escala total, fortes a muito fortes, oscilando entre R = 0,737 (Fator 4) e R = 0,892 (Fator 2). Resultados: Estes CI manifestam, maioritariamente, dificuldades moderadas, sendo estas mais elevadas ao nível do fator cuidar de mim, em particular nos itens “exercícios de relaxamento e de alongamento muscular que pode realizar para prevenir lesões músculoesqueléticas” e “como gerir o tempo necessário para si próprio” e do fator atividades de vida diária, em especial no “banho”, “subir e descer escadas” e “transferências”. Prestar cuidados a pessoas com maior grau de dependência, em habitações com mais barreiras e por cuidadores com mais idade, revelam-se como preditores das dificuldades do CI. Conclusão: estes resultados indicam que os CI apresentam dificuldades a vários níveis do cuidar da pessoa dependente, fortalecendo a necessidade dos Enfermeiros de Reabilitação, no contexto da RNCCI, conhecerem essas dificuldades e planearem programas de apoio e intervenção a eles dirigidos, no sentido da sua capacitação. Palavras-chave: cuidador informal; dificuldades; enfermeiro de reabilitação; cuidados continuados.
  • Perceção dos enfermeiros de cuidados paliativos sobre a intervenção do enfermeiro de reabilitação
    Publication . Cardoso, Rosa Catarina Amaral; Martins, Rosa Maria Lopes
    Enquadramento: Os Cuidados Paliativos, sendo cuidados de saúde exigentes e humanizados, intervêm sobretudo no sofrimento das pessoas com doenças graves e/ou avançadas e irreversíveis, maximizando, quanto possível, a sua qualidade de vida e dignidade. Com o mesmo propósito intervém a enfermagem de reabilitação num cuidar especializado, no sentido de otimizar o conforto e bem-estar da pessoa, porém nem sempre reconhecido pelos seus pares. Assim pretendemos conhecer a perceção dos enfermeiros sobre a intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação nas pessoas internadas em Unidades de Cuidados Paliativos. Métodos: Estudo qualitativo, com recurso à análise de conteúdo. Os dados foram colhidos junto de uma amostra de 13 enfermeiros, sendo 12 do sexo feminino e 1 do sexo masculino. Eram todos licenciados em enfermagem e exerciam a sua atividade profissional em Unidades de Cuidados Paliativos. Para a recolha de dados recorreu-se a uma entrevista semiestruturada. Resultados: Observámos que os enfermeiros da nossa amostra têm uma perceção muito positiva acerca da intervenção do enfermeiro especialista em reabilitação nas Unidades de Cuidados Paliativos, considerando-o como agente facilitador na satisfação das necessidades do doente, destacando a sua intervenção sobretudo aos níveis da cinesiterapia respiratória, promoção/preservação da autonomia/independência do doente, mobilização, treino da deglutição/disfagia e massagem. Conclusões: A visão dos enfermeiros sobre a intervenção do enfermeiro especialista em reabilitação nas unidades de Cuidados Paliativos é positiva salientando a importância da sua intervenção na manutenção das capacidades funcionais dos doentes, a prevenção de riscos/complicações e a promoção de intervenções terapêuticas que objetivem a melhoria das funções residuais e reduzam o impacto das incapacidades resultantes da doença. Palavras-chave: Enfermagem de Reabilitação; Perceção dos enfermeiros; doente paliativo; Unidades de Cuidados Paliativos.
  • Percepção dos pais da criança com patologia respiratória sobre as intervenções diferenciadas do especialista em enfermagem de reabilitação
    Publication . Félix, Andreia Marisa Lopes; Albuquerque, Carlos Manuel Sousa
    Enquadramento: A elevada prevalência das patologias do foro respiratório na criança implica o planeamento de intervenções multidisciplinares, destacando-se o papel diferenciado do enfermeiro especialista de reabilitação na consulta de enfermagem de reeducação funcional respiratória, com a finalidade de dotar os pais/cuidadores principais de competências para a promoção do autocuidado em contexto domiciliário. Objetivo: conhecer a opinião dos pais/cuidadores principais da criança com patologia respiratória acerca da intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação na consulta de enfermagem de reeducação funcional respiratória, como promotora do autocuidado em contexto domiciliário. Método: Estudo qualitativo de perfil fenomenológico. Os dados foram colhidos junto de 24 pais/cuidadores principais de crianças com patologias do foro respiratório seguidas em consulta de reeducação funcional respiratória num hospital da região centro, maioritariamente mulheres (95,8%), com uma idade média de 34,46 anos (Dp=6,67 anos), tendo as crianças uma idade média de 23,71 meses (Dp.=20,62 meses). Como instrumento de recolha de dados optou-se por uma entrevista semiestruturada elaborada para o efeito. Resultados: Os principais motivos prevalecentes da ida à consulta de enfermagem de reeducação funcional respiratória são a bronquiolite e a tosse (em igual percentagem, 37,5%). Segundo a perceção dos pais, esta consulta contribui para prevenir a hospitalização da criança, atua a nível da prevenção de complicações/crises e redução da antibioterapia. Especificamente, a intervenção do enfermeiro especialista resulta na redução de episódios de tosse, melhor higiene do sono, melhoria da dispneia, expetoração mais fluida, melhorias ao nível da alimentação, diminuição das crises de asma e menor recurso à terapêutica. Os ensinos reconhecidos pelos pais como potencialmente promotores do cuidar da criança em contexto domiciliário de forma segura, são essencialmente centrados na: lavagem nasal com soro fisiológico, elevação da cabeceira da cama/posicionamentos, utilização da camara expansora, otimização do ambiente físico, adaptação/ajuste de nebulizadores à situação clínica e estimulação da tosse. As competências adquiridas pelos pais na consulta ao contribuírem para a promoção do autocuidado na criança em contexto domiciliário, permitem-lhes detetar sintomas e complicações precocemente, colocando em práticas os ensinos transmitidos, evitando a ida ao Serviço de Urgência. Todos os pais consideram que o número de enfermeiros especialistas em reabilitação existente nesta consulta não é suficiente. Conclusões: Os resultados apurados reforçam a importância das intervenções diferenciadas do enfermeiro especialista em reabilitação nas crianças com patologia do foro respiratório, dotando os pais de mais literacia, o que sugere a importância e necessidade atribuída à implementação da consulta de enfermagem de reeducação funcional respiratória pediátrica nas mais diversas unidades hospitalares. Palavras-chave: criança; patologia respiratória; reeducação funcional respiratória pediátrica; enfermagem de reabilitação; pais.