ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE VISEU
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Percorrer ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE VISEU por orientador "Albuquerque, Carlos Manuel Sousa"
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- Adesão ao regime terapêutico na pessoa com diabetes mellitus tipo 2 : A importância da educação terapêuticaPublication . Correia, Carla Isabel Silva; Albuquerque, Carlos Manuel Sousa; Ferreira, Manuela Maria ConceiçãoIntrodução: É expectável que as pessoas com diabetes, tal como acontece com a generalidade das doenças crónicas, ao longo das suas vidas, integrem, cumpram e sequenciem um leque de ações comportamentais, terapêuticas ou preventivas, o que sugere o risco confirmado de ocorrer uma falta de adesão globalizada, deteriorando a sua qualidade de vida e exponenciando o impacto económico. Face a este enquadramento, o objetivo central deste trabalho pretende determinar a prevalência da adesão ao esquema terapêutico prescrito, com o intuito de reconhecer a educação terapêutica como fornecedora de ferramentas essenciais ao empowerment do doente. Métodos: Conceptualizámos um estudo de natureza quantitativa, transversal, descritivocorrelacional, recorrendo a uma amostra não probabilística constituída por 102 pessoas com diabetes tipo 2, com idades compreendidas entre 40 e 85 anos (M=63,24 ±10,47Dp) e maioritariamente do sexo masculino (51,96%). Utilizámos instrumentos de medida validados para a população portuguesa: Escala de Adesão ao Tratamento, Escala de Autocuidados com a Diabetes, Questionário de Conhecimentos sobre a Diabetes, Escala de Ansiedade Depressão e Stress (EADS-21). Recorremos também aos valores de HbA1c para avaliar diretamente a adesão. Resultados: Os inquiridos apresentam uma média de adesão ao tratamento de 67,33 e na generalidade traduz-se mais elevada no sexo feminino. Constata-se a inexistência de associação significativa entre a adesão e as variáveis sociodemográficas, sexo e idade. Os indivíduos solteiros, os residentes nas zonas urbanas, os reformados e os que possuem o 3º ciclo de escolaridade ou mais aderem melhor ao tratamento. A monitorização da glicémia, o cumprimento da alimentação específica e os conhecimentos revelam um efeito estatisticamente significativo sobre a adesão (p <0,05), concretamente: quanto mais frequente for a monitorização da glicémia, o cumprimento do plano de alimentação específica e quanto mais conhecimentos possuir o diabético maior é a adesão ao tratamento. Quem pratica exercício físico, mantém cuidados aos pés e o cumpre as orientações relativas à alimentação geral, revelam maior adesão. Indivíduos ansiosos, deprimidos e com stress aderem menos ao plano terapêutico. Conclusão: As evidências encontradas salientam que é urgente reconhecer a importância da mensuração da adesão dos doentes diabéticos ao plano terapêutico para a manutenção do controlo glicémico. Sugerimos que se aposte em programas educativos de forma a potencializar uma maior adesão aos autocuidados, junto da pessoa com diabetes tipo 2. Palavras-chave: Diabetes tipo 2 insulinodependente; Autocuidados; Conhecimentos; Adesão ao Regime Terapêutico; Educação Terapêutica.
- A adesão das adolescentes brasileiras ao exame PapanicolauPublication . Roque, Mara Núbia Oliveira; Ferreira, Manuela Maria Conceição; Albuquerque, Carlos Manuel SousaEnquadramento: Na última decada tem observado um significante aumento de fatores de riscos associados a infecção pelo HPV em adolescentes, onde esta patologia representa um alto índice de morbidade e mortalidade que varia de acordo com os riscos sóciodemográficos, cognitivos,comportamentais e biológicos. As adolescentes são as mais vulneráveis a infecção pelo HPV. Objectivos: Identificar o nível de conhecimento das adolescentes brasileiras a cerca do Exame Papanicolau e analisar as variáveis que interferem na adesão das adolescentes ao rastreio de HPV. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, quantitativo com ênfase na coleta de dados por questionario, aplicado a 100 adolescentes com idades compreendidas entre os 11 e os 18 anos a frequentar uma escola de nível médio do monicipio do Cabo de Santo Agostinho. Resultados: As adolescentes tinham entre 15 e 16 anos (45%) maioritariamente evangélicas (65%). Observamos que apenas 35% das adolescentes entrevistadas realizaram o exame de Papanicolau. Demonstra, também, que o local de escolha para realização do exame Papanicolau foi na rede privada de saúde(51,4%). E por fim, o que leva às adolescentes procurarem a realização do exame Papanicolau foi a presença do corrimento vaginal(57,2%). (46,1%) não realizaram o exame por vergonha. Conclusão: Os resultados apontam para a necessidade de uma transformação nos comportamentos dos profissionais de saúde, vendo a adolescente de forma holística valorizando sua cultura, família e comunidade, afim de fortalecer um vínculo baseado em confiança e respeito pela suas diferenças, motivando para comportamentos promotores de saúde sexual e reprodutiva. Ressalta ainda a necessidade de melhorar as condições de acessibilidade aos serviços para que a adesão aos rastreios seja mais significativa. Palavras-chaves: Promoção à saúde; prevenção; câncer de colo de útero; adolescentes.
- Avaliação de riscos psicossociais para a saúde no trabalho: contributo de um estudo com enfermeirosPublication . Duarte, Vitor Manuel Fernandes; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução – A temática dos riscos psicossociais ligados ao trabalho tem assumido uma importância crescente, devido á evolução do trabalho nas empresas e às mudanças que ocorrem a nível mundial. Existe maior flexibilidade nas funções e nas competências, com intensificação do trabalho, com consequências negativas para os trabalhadores, para as organizações e para a sociedade. Surgem novos Riscos Psicossociais, pelo que, as actuais tendências na promoção da saúde devem assumir a sua prevenção nos serviços e instituições, numa perspectiva de saúde pública, contribuindo para melhorar a saúde mental no trabalho. Em Portugal, os hospitais são, actualmente, centros com uma elevadíssima concentração de recursos humanos, altamente especializados, e os enfermeiros pelas características do seu trabalho estão expostos a diversos factores de risco profissionais. Face a este enquadramento, definimos como principal objectivo: conhecer os principais factores psicossociais de risco para a saúde dos enfermeiros do distrito de Viseu e determinar quais as variáveis preditivas, de forma a enveredar esforços para minimizar a exposição e impacto destes factores de risco, sensibilizando para esta problemática. Métodos – Nesta pesquisa não experimental, de natureza quantitativa e transversal, seguindo uma via descritivo-correlacional, recorremos a uma amostra não probabilística, constituída por 154 enfermeiros, a trabalhar á mais de 12 meses, em instituições de saúde do distrito de Viseu. A maioria é do sexo feminino (64,3%), com idade média de 38,58 anos. Como instrumentos de medida utilizámos a Escala de Satisfação com o Suporte Social, o Inventario Clínico de Auto Conceito e o Questionário Copenhagen Psychosocial Questionnaire, para avaliar a percepção dos factores de risco psicossociais. Resultados – As dimensões em que os enfermeiros revelam maior exposição ao risco são: previsibilidade; apoio social de colegas; satisfação em relação à chefia directa; confiança vertical; satisfação com o trabalho; insegurança laboral; problemas em dormir; stress e sintomas depressivos. Os itens em que revelam menor exposição ao risco são: auto-eficácia, percepção da saúde e bullying. Os enfermeiros do sexo masculino revelam maior risco relativo às Exigências Físicas e Psicológicas. A idade, superior a 50 anos, constitui um factor de maior risco relativamente às Exigências Físicas e Psicológicas e à Saúde Física e Psicológica. O vínculo definitivo leva a uma maior percepção de riscos relativos á Satisfação no Trabalho e Apoio Social e Familiar. O aumento do tempo de serviço determina uma diminuição da percepção de risco relativamente aos Valores no trabalho e um aumento relativamente à Saúde Física e Psicológica. O aumento do suporte social percebido provoca diminuição da percepção da Satisfação no Trabalho e aumenta a percepção do risco, relativo à Saúde Física e Psicológica. O Auto conceito condiciona uma diminuição da percepção de riscos psicossociais relativos aos Valores no trabalho e um aumento da percepção dos riscos relativos à Saúde Física e Psicológica. Conclusões – Os enfermeiros são em menor número que as enfermeiras, o que reflecte a realidade nacional. Sendo os homens o grupo em minoria, são quem percepciona maior nível de riscos psicossociais. Os enfermeiros com idades superiores a 50 anos, bem como os casados e /ou união de facto têm maior percepção de riscos para a saúde. O trabalho em hospitais contribui para maior risco de insatisfação no trabalho para com o Apoio Social e Familiar. Um bom Suporte Social condiciona uma diminuição da percepção dos riscos. O auto-conceito induz diminuição do risco relativo a valores e à saúde física e psicológica. Deste modo, defendemos a sensibilização das chefias para esta problemática e a adopção, nos locais de trabalho, de medidas que minimizem a exposição aos riscos. PALAVRAS CHAVE Riscos Psicossociais; Enfermeiros; Trabalho.
- Bem-estar psicológico da pessoa portadora de espondilite anquilosante : determinantes sociodemográficos, clínicos e psicossociaisPublication . Santos, Ana Rita Duro; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução : As doenças crónicas afetam muitas dimensões do Bem-estar Psicológico (BEP), da qualidade de vida bem como as atividades físicas e sociais dos indivíduos, com todas as consequências e efeitos nefastos que poderão daí advir. Entre essas doenças está a Espondilite Anquilosante (EA), considerada uma condição sem alternativas de melhoras rápidas e de evolução progressiva. Face a este enquadramento, o objetivo central deste trabalho pretende determinar a influência das variáveis preditivas (sociodemográficas, clínicas e psicossociais) do Bem-estar Psicológico, na pessoa com EA, com o intuito de desenvolver estratégias de apoio e sensibilização para esta problemática. Métodos: Conceptualizámos um estudo de natureza quantitativa, transversal, descritivo-correlacional, recorrendo a uma amostra não probabilística constituída por 51 portadores, com idades compreendidas entre 19 e 79 anos (M= 47,00; Dp= 14,14) e maioritariamente do sexo masculino (70,59%). Utilizámos instrumentos de medida aferidos e validados para a população portuguesa: escala de APGAR familiar, questionário SF-36, Escala de Bem-Estar Psicológico (EBEP) e os questionários BASDAI e BASFI. Resultados: O Bem-estar Psicológico é maioritariamente percecionado como elevado (47,1%). Na generalidade traduz-se mais elevado no sexo masculino. Foi nas dimensões crescimento pessoal e autonomia, onde os portadores demonstraram melhores índices de BEP. Outras variáveis revelam um efeito estatisticamente significativo sobre o BEP, concretamente: portadores com mais idade apresentam menor capacidade em estabelecer relações positivas com os outros (p0,05); portadores integrados em famílias mais funcionais apresentam maiores índices de BEP; maior idade de diagnóstico da doença revela menor domínio do meio (p0,05), menor capacidade em estabelecer relações positivas com os outros (p0,01) e pior score da EBEP (p0,05); ausência de sintomatologia traduz maior capacidade em estabelecer relações positivas com os outros (p0,01); quem pratica exercício físico e um programa de reabilitação, apresenta maiores índices de BEP; pior QDV, atividade da doença e capacidade funcional, traduzem no geral pior perceção de BEP. Conclusão: As evidências encontradas salientam a importância de uma reflexão multidisciplinar de forma a potencializar um melhor BEP, junto da pessoa com EA. Sugerimos que se aposte em programas de Reabilitação, intervenções junto da Família e campanhas de sensibilização, visando a promoção do BEP destes indivíduos. Palavras Chave: Espondilite Anquilosante; Bem-estar psicológico; Reabilitação; Qualidade de Vida; Família.
- Benefícios dos programas de atividade física realizados por idosos residentes na comunidade : Scoping reviewPublication . Cabral, Helena Isabel Amador; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução: A Enfermagem de Reabilitação, enquanto área especializada com conhecimentos científicos e técnicos avançados, centrar -se na maximização da funcionalidade e na promoção da autonomia. Os estágios constituem o momento determinante para aprimorar o conhecimento teórico/prático, adquirir e consolidar competências. Objetivos: Descrever o percurso de aquisição de competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Reabilitação (EEER) e mapear os benefícios dos programas de atividade física realizados por idosos residentes na comunidade. Métodos: O relatório foi estruturado em duas partes. A primeira corresponde à componente clínica, onde se recorreu à metodologia descritiva e reflexiva sobre o processo de desenvolvimento de competências comuns e especificas. Na segunda parte é apresentada a scoping review “Benefícios dos Programas de Atividade Física Realizados por Idosos residentes na Comunidade”, conduzida segundo a metodologia do Joanna Briggs Institute e reportada de acordo com o PRISMA-ScR. Resultados: Os estágios permitiram aplicar conhecimentos e consolidar uma prática baseada na evidência científica. A investigação reforçou a capacidade de pesquisa, análise crítica e produção de conhecimento científico. A scoping review incluiu 8 estudos que evidenciaram benefícios consistentes dos programas atividade física multicomponentes ao nível da força muscular, equilíbrio, mobilidade e resistência cardiorrespiratória, com benefícios positivo manutenção da funcionalidade do idoso. Conclusão: O percurso clínico alicerçou as competências essenciais do EEER, enfatizando o seu papel na promoção da autonomia e qualidade de vida. A scoping review comprovou a relevância das intervenções do EEER associadas à prática de atividade física no idoso, promotoras de um envelhecimento ativo, centrado na prevenção do declínio funcional e maximização da autonomia. Palavras-chave: Enfermagem de Reabilitação; Competências; Idoso; Programas de Atividade Física
- Benefícios dos programas de reabilitação cardíaca na qualidade de vida da pessoa com enfarte agudo do miocárdio : Scoping reviewPublication . Pereira, Ana Rita Tavares; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução: A prática clínica da Enfermagem de Reabilitação obriga ao desenvolvimento de competências para a intervenção segura junto da pessoa, promovendo a sua qualidade de vida e funcionalidade. Os estágios são, portanto, uma brilhante oportunidade para consolidar conhecimento e competências associadas à área. Objetivos: Evidenciar o processo de aquisição, desenvolvimento e consolidação das competências do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação (EEER), bem como mapear a evidência científica sobre os benefícios dos programas de Reabilitação Cardíaca (RC) na qualidade de vida da pessoa com enfarte agudo do miocárdio (EAM). Métodos: O relatório foi estruturado em duas partes. A primeira integra o mapeamento das competências comuns e específicas de Enfermagem de Reabilitação, adquiridas em cada um dos contextos de estágios, bem como as atividades neles desenvolvidas. A segunda parte incorpora a componente da investigação, com o estudo “Benefícios dos Programas de Reabilitação Cardíaca na Qualidade de Vida da Pessoa com Enfarte Agudo do Miocárdio”, apresentada sob a forma de uma Scoping Review e conduzida segundo a metodologia do Joanna Briggs Institute. Resultados: Os estágios realizados no âmbito do plano de estudos do Mestrado em Enfermagem de Reabilitação foram fundamentais para o desenvolvimento e consolidação de competências essenciais à prática profissional especializada, potenciando, desta forma, uma abordagem integrada e qualificada na prestação de cuidados de enfermagem. A componente de investigação desempenhou um papel determinante no reconhecimento e mapeamento do impacto dos programas de reabilitação cardíaca na qualidade de vida da pessoa com EAM. reforçando a importância do papel do enfermeiro especialista na conceção e implementação destes programas. Conclusão: O desenvolvimento de novas competências, tanto gerais como específicas, foi evidente ao longo de percurso do estágio, refletindo-se na qualidade e segurança dos cuidados prestados. Por outro lado, as evidências destacadas no estudo enfatizam a necessidade de conceber e implementar intervenções de reabilitação baseadas em evidências científicas, que integrem várias componentes de treino estruturado, progressivo e adaptado às especificidades da pessoa vítima de EAM. Palavras-chave: Enfermagem; Reabilitação Cardíaca; Enfarte Agudo Miocárdio; Doença Coronária; Qualidade de Vida
- Biofeedback no tratamento da incontinência anal em adultos com disfunção do pavimento pélvicoPublication . Santos, Bárbara Sofia Miguel dos; Cunha, Madalena; Albuquerque, Carlos Manuel SousaEnquadramento: O biofeedback afigura-se como um tratamento simples, com mínimos custos e efeitos secundários no tratamento da incontinência anal em doentes com disfunção de pavimento pélvico. No entanto, a sua eficácia é muitas vezes colocada em causa. Este estudo pretende responder a esta questão, bem como procurar entender se esta técnica pode aumentar a qualidade de vida destes indivíduos. Objetivos: Determinar a eficácia do biofeedback no tratamento da incontinência anal em adultos com disfunção do pavimento pélvico e a eficácia do biofeedback no aumento da qualidade de vida dos doentes de incontinência anal. Métodos: Na realização desta revisão sistemática efetuámos uma pesquisa entre Março e Abril de 2016 em bases de dados indexadas. Os estudos encontrados foram analisados à luz de critérios de inclusão previamente estabelecidos, e a sua qualidade avaliada por dois investigadores, de forma independente. A realização da meta- análise teve por base métodos estatísticos. Resultados: O corpus desta revisão é constituído por 10 artigos. Os resultados da meta-análise indicam haver uma melhoria, embora não estatisticamente significativa nos valores manométricos, em nenhum dos subgrupos avaliados. Bem como, os resultados de meta- análise não encontraram diferenças estatisticamente significativas na análise efetuada à eficácia do biofeedback na qualidade de vida dos doentes de incontinência anal. Destaca-se a importância da relação terapeuta- doente neste processo de melhoria. Conclusões: O biofeedback apresenta-se como um tratamento eficaz da incontinência anal em adultos com disfunção do pavimento pélvico, no entanto carece de uma maior investigação. Palavras- chave: incontinência anal, biofeedback, qualidade de vida.
- Burnout em personal trainers da cidade de Maceió-AL : estudo dos seus determinantesPublication . Figueiredo, Deyvid Henrique Souza Marinho de; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução – A síndrome de burnout é um tipo de estresse ocupacional que acomete profissionais envolvidos com qualquer tipo de cuidado em uma relação de atenção direta, contínua e altamente emocional (MASLACH, 1993). O trabalho do Personal Trainer, favorece o desenvolvimento da síndrome de burnout, pois os mesmos têm relação estreita com seus clientes, podendo causar o adoecimento deste profissional. Deste modo, os mesmos merecem atenção por desenvolverem diversas funções no cotidiano de suas atividades de trabalho relacionadas aos fatores biopsicossociais, como a qualidade de vida (QV) que é um importante aspecto a ser considerado na promoção de saúde destes profissionais. Deste modo, o objetivo central consiste em estudar determinantes de contexto sóciodemográfico, laboral e biopsicossocial da síndrome de burnout em personal trainers da cidade de Maceió-AL. Métodos - Este estudo é de natureza quantitativa, descritivo-correlacional e transversal, com recurso a uma amostra não probabilística, acidental e por conveniência, composta por 100 (cem) personal trainers, com idades entre os 22 - 47 anos (𝑥̅= 31,9; Dp= ±5,4), maioritariamente do sexo masculino (65,0%), solteiros (65%), licenciatura (60%). O instrumento de colheita de dados incorporou: Ficha Sociodemográfica: caracterização sócio–demográfica e laboral da amostra; o Maslach Burnout Inventory – General Survey (MBI-GS), Questionário de Avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho – QWLQ-78. Resultados – Estes personal trainers tendo por referência o escore médio, apresentam para as dimensões “exaustão emocional e física” e “cinismo”, níveis de burnout elevado. Já no que respeita à dimensão “eficácia profissional” os valores da média da nossa amostra ao serem ≥5.00 , significa que para esta dimensão os inquiridos não evidenciam níveis de burnout. No que diz respeito a qualidade de vida, observou-se que (90%) é neutro e (10%) satisfatório, ou seja, nenhum inquerido apresentou níveis baixos ou elevados. Os principais determinantes laborais para a burnout: 1 a 5 anos de profissão; maior tempo de atuação; maior numero dos locais de trabalho; trabalhar acima de 30 horas semanais. Os resultados averiguaram que quanto maior o nível de QV, menor o nível de burnout. Conclusões – Os resultados revelaram a existência de fatores determinantes da síndrome de burnout em personal trainers, daí a importância duma abordagem multidisciplinar, acompanhamento e orientação específica a estes profissionais, realçando a necessidade de aumentar o índice de saúde e qualidade de vida, de forma a prevenir quadros de sobrecarga biopsicossocial destas pessoas, para poderem assim proporcionar, com segurança, a promoção da saúde de seus clientes. Certamente, a Educação para Saúde terá aqui um importante papel a fomentar e a desenvolver. Palavras-chave: Síndrome de Burnout, Personal Trainer, Qualidade de Vida.
- Capacidade funcional em utentes com espondilite anquilosantePublication . Marques, Sónia Alexandra Lima; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução: A Espondilite Anquilosante (EA), é uma doença inflamatória osteoarticular crónica e sistémica de etiologia desconhecida, que, clinicamente se carateriza por um acometimento progressivo das articulações sacroilíacas e esqueleto axial, resultando em imobilidade e rigidez articular. A perda progressiva da Capacidade Funcional aleada á marcada sintomatologia, levam a que o portador desta patologia, vá diminuindo a sua atividade física, se sinta mais fatigado, diminuindo consequentemente a sua qualidade de vida. Objectivo: Estabelecer quais os determinantes sociodemográficos/clínicos mais significativos da Capacidade Funcional dos utentes com Espondilite Anquilosante, numa lógica de produção de conhecimentos que facilite o desenho de programas de intervenção formativos e informativos que visem a promoção da qualidade de vida. Simultaneamente contribuir para a adaptação e validação cultural do Índice Funcional de Dougados. Método: Num estudo transversal, de natureza quantitativa, inquirimos uma amostra de 128 indivíduos com EA, residentes no território nacional, dos quais 72 indivíduos eram do sexo masculino e 56 indivíduos do sexo feminino, pertencentes às Associações Nacionais de Espondilite Anquilosante (ANEA) de Viseu, Ovar, Pombal e Lisboa, e também aos serviços de reumatologia e medicina física de reabilitação, dos Hospitais de Viseu, Braga e Aveiro. A informação foi obtida através de um instrumento de colheita de dados de auto preenchimento, o qual incorpora medidas de avaliação aferidas e validadas para a população portuguesa. Resultados: Constatou-se que o perfil sociodemográfico e profissional dos utentes com EA, revela ser, maioritariamente, do género masculino (56,2%), com cerca de 50 anos de idade, casado ou em união de facto (82,8%), a residir em meio urbano (57,0%), com o 1ºCiclo do ensino básico (28.1%) e com atividade profissional (61.7%), não tendo faltado ao trabalho no último ano (68,8%). Relativamente ao perfil clínico constatou-se que, quanto ao tempo de diagnóstico da EA, a média é de aproximadamente 15,40 anos e ao tempo de início dos sintomas de EA, o tempo médio aumenta para aproximadamente 20 anos. A maioria é seguida pelo Reumatologista (75,8%), para aliviar a sintomatologia, mais de metade da amostra recorre a anti-inflamatórios, (65,6%) e apenas cerca de cerca de 17.2% faz medicação biológica, cerca de 72,7% está inserido na Associação Nacional de Espondilite Anquilosante (ANEA) e mais de metade não tem familiares com EA (67,2%). Conclusões: Destacamos particularmente a importância da realização de campanhas de prevenção e sensibilização das pessoas sobre esta patologia, onde se responsabilize o portador de EA pela sua doença, de modo a evitar a sua evolução para maiores incapacidades funcionais. Com este estudo, propusemo-nos também dar um contributo para a adaptacão e validação cultural de um instrumento de medida, que avalia a Capacidade Funcional em doentes com EA, considerando os valores apresentados é possível disponibilizar um instrumento de medida da capacidade funcional em doentes com EA, com um contributo de adaptação á realidade portuguesa. Palavras-Chave: Espondilite Anquilosante; Capacidade Funcional; Índice Funcional de Dougados.
- Contribuição da saúde no ambiente escolar : uma perspectiva das concepções de gestores em educaçãoPublication . Brandão, Heldah Sulamita Teixeira Rodrigues; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução: A relação da contribuição da saúde no ambiente escolar é uma perspectiva que motiva os gestores de um modo em geral. A formação em saúde no Brasil vem sendo alvo de discussão dentre aqueles que se preocupam com a qualidade da formação profissional. Além disso, é necessário inicialmente resgatar e entender o processo histórico de desenvolvimento da formação da Educação e saúde no espaço escolar, em seguida, refletir sobre as reais necessidades de mudanças curriculares visíveis e implícitas no processo de ensino-aprendizagem. Objetivos: Identificar, nos resultados das investigações empíricas, se a implementação e desenvolvimento de programas de educação para a saúde, desenvolvidas por gestores educacionais na rede estadual de ensino brasileiro, contribuem para a qualidade de vida dos atores presentes no ambiente escolar. Métodos: Recorreu-se a uma revisão integrativa da literatura, tendo sido obtidas 9 publicações, com texto completo, no perído de 2009 a 2015. Para a selecção dos artigos foram utilizadas as bases de dados do Portal Capes, da LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), das Ciências da Saúde em Geral da Bireme e Scielo, como também do Google Acadêmico, recorrendo-se aos descritores: Qualidade de vida, Saúde Escolar, Educação em Saúde e Gestão escolar. Resultados: Os dados revelam que existem orientações específicas sobre a importância e utilidade da implementação de programas estruturados de educação para a saúde em meio escolar. Por outro lado, a eleição da promoção da saúde como eixo estratégico da saúde escolar tem impulsionado também ela mudanças no seio da Família e da Comunidade. Apesar dos avanços e reconhecimento da importância da formação em saúde disponibilizada na escola, persistem desafios a serem superados, sobretudo na necessidade de maior consciencialização por parte dos gestores escolares sobre a potencialidade de uma escola promotora de saúde. Conclusões: Os artigos analisados sobre Educação em Saúde no espaço escolar evidenciam melhorar a qualidade de vida dos atores inseridos no espaço escolar, sobretudo, crianças e jovens em processo de desenvolvimento biopsicossocial. PALAVRAS CHAVE: Qualidade de vida. Saúde Escolar. Educação em Saúde.
