Unidade de Enfermagem de Saúde Pública, Familiar e Comunitária (UESPFC)
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Percorrer Unidade de Enfermagem de Saúde Pública, Familiar e Comunitária (UESPFC) por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "03:Saúde de Qualidade"
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- Adolescência, conhecimento e escolhas sexuais saudáveisPublication . Cabral, Alexandra Marisa Gonçalves; Antunes, Ricardo PaisO presente relatório de estágio foi desenvolvido no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem - área de Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública, e teve como finalidade descrever e refletir criticamente sobre o desenvolvimento das competências do Enfermeiro Especialista em contexto de Cuidados de Saúde Primários, bem como apresentar o projeto de intervenção comunitária e o estudo de investigação desenvolvido. O projeto Adolescência, Conhecimento e Escolhas Sexuais Saudáveis foi implementado em contexto escolar, tendo como objetivo promover a literacia em saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes através de uma intervenção educativa estruturada. Paralelamente, foi realizado um estudo quantitativo, de carácter descritivo e analítico, com avaliação das atitudes sexuais antes e após a intervenção educativa, utilizando um questionário sociodemográfico e a Escala de Atitudes Sexuais – Versão Adolescentes (EAS-A). A amostra foi constituída por 34 adolescentes. A consistência interna da EAS-A revelou-se aceitável (α = 0,782), suportando a fiabilidade da sua aplicação nesta população. Os resultados evidenciaram que 33,3% dos participantes referiram já ter iniciado a atividade sexual, com idade média de iniciação de 14,58 ± 1,78 anos, verificando-se utilização inconsistente de métodos contracetivos numa parte dos adolescentes. A pontuação global média da EAS-A foi de 3,24 ± 0,60, permitindo caracterizar as atitudes sexuais da população estudada. A análise estatística realizada permitiu avaliar o impacto da intervenção educativa e explorar a associação entre variáveis sociodemográficas e atitudes sexuais, verificando-se ausência de diferenças estatisticamente significativas em algumas das comparações efetuadas, nomeadamente em função da zona de residência. Conclui-se que a intervenção desenvolvida reforçou a pertinência da educação para a saúde sexual em contexto escolar e evidenciou a importância do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública na avaliação das necessidades em saúde, no planeamento, implementação e avaliação de intervenções comunitárias baseadas na evidência, contribuindo para a promoção da literacia em saúde e para a capacitação dos adolescentes. Palavras-chave: Adolescência; Saúde sexual; Literacia em saúde; Educação para a saúde; Enfermagem Comunitária; Promoção da saúde.
- Avaliação da conformidade das ERPI com os critérios de qualidade e segurança das Unidades de Saúde Pública : estudo descritivo e retrospetivo numa Unidade Local de SaúdePublication . Cruz, Rita Cristina da Silva; Antunes, Ricardo PaisO envelhecimento demográfico e o aumento da institucionalização de pessoas idosas colocam desafios significativos à qualidade e segurança dos cuidados prestados nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). Neste contexto, a monitorização das condições de prestação de cuidados assume um papel central na proteção da saúde dos residentes e na promoção de boas práticas. O presente relatório foi elaborado no Unidade Curricular “Opção 5: Estágio com Relatório Final em Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) e em Unidades de Saúde Pública (USP)”, integrada no 3º semestre do Curso de Mestrado de Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem Comunitária e Saúde Pública, da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu. Tem como finalidade refletir criticamente sobre o percurso formativo desenvolvido em contexto de estágio, bem como apresentar a componente de investigação realizada durante o estágio. O estágio decorreu em dois contextos complementares dos cuidados de saúde primários da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro: a Unidade de Cuidados na Comunidade de Albergaria-a-Velha e o Serviço Local de Albergaria-a-Velha da Unidade de Saúde Pública do Baixo Vouga. Estes contextos proporcionaram oportunidades de aprendizagem diferenciadas, permitindo o contacto com intervenções de proximidade dirigidas a indivíduos, famílias, grupos e comunidades, bem como com atividades no âmbito da vigilância epidemiológica, planeamento em saúde, promoção da saúde e prevenção da doença. Ao longo do estágio, foi possível desenvolver e consolidar competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Comunitária e Saúde Pública, nomeadamente nos domínios da responsabilidade profissional, ética e legal, melhoria contínua da qualidade, gestão dos cuidados, desenvolvimento das aprendizagens profissionais, capacitação de grupos e comunidades, coordenação de programas de saúde e vigilância epidemiológica. A participação em projetos de intervenção comunitária, ações de educação para a saúde, reuniões multidisciplinares e atividades de saúde pública contribuiu para uma prática mais reflexiva, fundamentada e orientada para ganhos em saúde. A componente de investigação corresponde a um estudo descritivo, retrospetivo e de natureza quantitativa, que teve como objetivo avaliar a conformidade das ERPI com os critérios de qualidade e segurança definidos pelas Unidades de Saúde Pública, com enfoque na vertente clínica e nos cuidados ao utente. A amostra integrou 72 ERPI da área de abrangência de uma Unidade Local de Saúde, com base na análise documental de checklists de vigilância sanitária relativas ao ano de 2024. Os resultados evidenciaram que a maioria das ERPI apresenta níveis elevados ou moderados de conformidade, destacando-se resultados positivos nas dimensões dos direitos do utente e da promoção da autonomia. Contudo, foram identificadas fragilidades relevantes ao nível da gestão dos cuidados de enfermagem, nomeadamente na avaliação nutricional, monitorização de quedas, úlceras por pressão e níveis de dependência. Conclui-se que o percurso de estágio constituiu um contributo significativo para o desenvolvimento das competências do enfermeiro especialista, reforçando a articulação entre prática clínica, saúde pública e investigação. Simultaneamente, o estudo desenvolvido permitiu identificar áreas críticas de melhoria nas ERPI, salientando a importância do papel do enfermeiro especialista na promoção da qualidade, segurança e melhoria contínua dos cuidados. Palavras-chave: Enfermagem Comunitária; Saúde Pública; ERPI; Qualidade dos Cuidados; Segurança do Utente; Vigilância Sanitária.
- Avaliação e intervenção familiar em famílias migrantes : Contributo do enfermeiro de famíliaPublication . Balula, Telma Sofia Carreira; Bica, IsabelIntrodução: Nos últimos anos, Portugal tornou-se um destino cada vez mais atrativo para migrantes de diversas partes do mundo. Esta nova realidade apresenta desafios e oportunidades, tanto para população que é recebida como para a população que os acolhem. Para famílias migrantes com crianças pequenas, os desafios são ainda mais significativos, abrangendo áreas críticas como educação, integração social e saúde. Esses desafios podem afetar gravemente o seu bem-estar e dificultar a sua integração na sociedade portuguesa. Neste contexto, a Enfermagem de Saúde Familiar assume um papel fundamental na identificação de necessidades e na promoção de ganhos em saúde. Objetivos: O presente estudo teve como objetivos: avaliar as famílias migrantes à luz do Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF); identificar necessidades nas diferentes dimensões da estrutura e funcionamento familiar; e implementar planos de intervenção em Enfermagem de Saúde Familiar, construídos em colaboração com as famílias, culturalmente sensíveis e ajustados ao seu ciclo de vida. Métodos: Trata-se de uma investigação qualitativa, sustentada em quatro estudos de caso individuais com famílias migrantes acompanhadas por uma Unidade de Saúde Familiar (USF) integrada na Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão Lafões. A seleção das famílias foi intencional, tendo por base o respetivo ficheiro clínico. A recolha de dados decorreu em diferentes contextos (consultas presenciais, visitas domiciliárias e videochamadas), e recorreu a instrumentos como o MDAIF, Genograma, Ecomapa, Escala de Graffar, FACES II e a Escala de Risco Familiar de Segovia-Dreyer e de Garcia-Gonzalez. As áreas de atenção em destaque foram: Planeamento Familiar Não Eficaz, Papel Parental Não Adequado e Gravidez Não Adequada. Resultados: Os resultados evidenciam a eficácia do Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF) na prática de enfermagem centrada na família migrante. A abordagem colaborativa entre enfermeiro e família destacou-se como essencial para identificar focos de atenção, definir prioridades e implementar intervenções eficazes. A utilização de instrumentos como o Genograma, Ecomapa e escalas de avaliação familiar permitiu uma leitura holística e detalhada das dinâmicas familiares, facilitando planos de cuidados individualizados. O enfermeiro de família revelou-se peça-chave, promovendo educação, empoderamento e autonomia das famílias, mesmo perante os desafios inerentes ao processo migratório. A flexibilidade do MDAIF permitiu adaptar intervenções ao contexto sociocultural, reforçando a pertinência de uma abordagem culturalmente sensível. A análise evidenciou lacunas nos ficheiros familiares, sublinhando a importância de uma avaliação abrangente que contemple toda a rede familiar, incluindo membros não registados formalmente. Apesar das limitações do estudo (pequena amostra e contexto específico), os resultados reforçam o valor da intervenção sistémica e holística em enfermagem de saúde familiar, apontando caminhos para investigações futuras com amostras mais amplas e diversificadas. Conclusões: Este estudo reforça a importância de uma abordagem holística e sistémica da família na prática de Enfermagem de Saúde Familiar. Reconhecer a família como unidade dinâmica, com recursos, vulnerabilidades e contextos próprios, permite ao enfermeiro intervir de forma mais personalizada, culturalmente sensível e orientada para ganhos efetivos em saúde. A proximidade e o vínculo terapêutico estabelecido foram elementos-chave para o sucesso das intervenções e para a promoção da autonomia e da resiliência familiar. Palavras-Chave - Família, Migração, Enfermagem de família; Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar; Intervenção Familiar
- Capacitação para o uso do estatuto de cuidador informal : O papel do enfermeiro de saúde familiar no suporte às famílias com membros dependentesPublication . Valente, Daniela Sofia Sousa; Andrade, Ana Isabel Nunes Pereira de Azevedo eIntrodução: O processo de envelhecimento implica mudanças inevitáveis, influenciadas por diversos fatores biopsicossociais, afetando os idosos de forma imprevisível. O aumento da dependência leva a que os cuidados sejam assumidos pelos familiares mais próximos, tornando-os cuidadores. Esta responsabilidade tem impacto na dinâmica familiar, sendo necessário planear e implementar intervenções adequadas às especificidades da família. A introdução do cuidador informal é ainda desconhecida e cabe aos enfermeiros de família a capacitação dos cuidadores para a existência do mesmo. Partindo desta premissa foi realizado o presente relatório com a temática “Capacitação para o uso do estatuto de Cuidador Informal: o papel do Enfermeiro de Saúde Familiar no suporte às famílias com membros dependentes”. Objetivos: Avaliar as famílias segundo o MDAIF; identificar as necessidades das mesmas no que respeita ao estatuto do Cuidador Informal, intervir numa perspetiva sistémica para a capacitação das famílias, nos seus processos de desenvolvimento. Métodos: O presente estudo enquadra-se no projeto Family2Care aprovado pelo parecer de ética da ULS Viseu Dão Lafões. Foi utilizada como colheita de dados às cinco famílias a entrevista familiar sistémica bem como os instrumentos de avaliação familiar. Resultados: Em todas as cinco famílias havia um desconhecimento relativamente ao estatuto de Cuidador Informal, havendo assim uma necessidade de as capacitar, tendo assim duas das cinco famílias iniciado o pedido do estatuto. Conclusão: A proximidade e o conhecimento da família são elementos cruciais para o sucesso das intervenções aplicadas pelo enfermeiro de família, resultando em ganhos em saúde. Palavras-chave: Cuidador Informal; Capacitação; Enfermagem Saúde Familiar.
- Consulta de asma e doença pulmonar obstrutiva crónica nos cuidados de saúde primários : Capacitação da família para a gestão da doençaPublication . Clemente, Liliana Marisa Ramos; Andrade, Ana Isabel Nunes Pereira de Azevedo eIntrodução: A asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) são doenças respiratórias crónicas com impacto significativo na qualidade de vida das pessoas afetadas e das suas famílias. Requerem uma abordagem centrada na pessoa e no seu contexto familiar. A capacitação familiar nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) é fundamental para o autocuidado, adesão terapêutica e prevenção de agudizações (Pantelyat-Kamath & Smith, 2025). Objetivo: Avaliar as famílias com elemento portador de DPOC e/ou asma; capacitar a família para a gestão da doença e analisar o impacto na melhoria da condição de saúde nas mesmas. Metodologia: Estudo de caso múltiplo de três famílias com um elemento com DPOC, integrado no projeto de investigação Family2Care. Recolha de dados realizada com recurso à matriz operativa do Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar, realizando-se, num primeiro momento, a avaliação familiar, seguida do planeamento das intervenções de enfermagem e a operacionalização das mesmas. Foram utilizadas a Escala de Apgar Familiar de Smilkstein e a Escala Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale (FACES II). Resultados: A avaliação de três famílias permitiu identificar a presença de desafios associados à gestão da DPOC por parte de um dos seus membros. Foi possível estabelecer diagnósticos de enfermagem centrados nas necessidades específicas de cada família, nomeadamente ao nível da sobrecarga do cuidador, gestão ineficaz do regime terapêutico e défices na literacia em saúde. As intervenções de enfermagem, planeadas e implementadas com base nos diagnósticos formulados, tiveram como foco a capacitação da família para a gestão da doença, a promoção de estratégias de coping, e o reforço da coesão e funcionalidade familiar. Observou-se uma melhoria na comunicação entre os membros da família, maior envolvimento no autocuidado do ente querido e uma perceção positiva relativamente ao controlo da doença. Deste modo, verificaram-se ganhos em saúde significativos, nomeadamente na literacia em saúde, na eficácia da gestão do regime terapêutico e na qualidade de vida percebida pela família, respondendo-se assim aos objetivos propostos de avaliação, capacitação e melhoria da condição de saúde. Conclusão: O estudo confirma a necessidade de se maximizar a capacitação das famílias de pessoas com DPOC, a gestão adequada dos sintomas e considerar as complexas e profundas questões psicológicas e sociais que a doença acarreta e as suas famílias enfrentam, o que torna viável a Consulta de Asma e DPOC nos Cuidados de Saúde Primários. Passavas-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica; Asma; Cuidados de Saúde Primários; Enfermagem de Saúde Familiar.
- O consumo de tabaco e o ambiente familiar : Prevenção e cessação em estudantes de enfermagemPublication . Sousa, Susana Marisa Mota Veiga de; Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula; Pires, Sofia Margarida Guedes de Campos; Costa, Fernando José Gama daIntrodução: O consumo de tabaco constitui-se como um dos maiores desafios para a saúde mundial. Segundo a OMS (2017) afeta aproximadamente sete milhões de pessoas sendo uma das principais causas de morte na União Europeia. O início precoce do consumo associado ao ambiente familiar evidencia a necessidade da prevenção, cessação e consciencialização especialmente em futuros profissionais de saúde. Objetivo: Analisar comportamentos tabágicos entre estudantes do 1º ano do Curso em Enfermagem e a Influência Familiar; Identificar alternativas sociais de prevenção e cessação tabágica através do projeto NoSmokeStudents (NSS). Metodologia: A pesquisa desenvolveu-se em duas etapas. Na primeira, de natureza mista, foi aplicado um questionário a 86 estudantes para recolha de dados sociodemográficos, hábitos tabágicos, funcionalidade familiar (APGAR), dependência (Fagerström) e motivação para cessação (Richmond). Na segunda, qualitativa e participativa, envolveu 61 estudantes em metodologias colaborativas (World Café, Árvore de Problemas/Soluções e plataforma Mentimeter) com posterior análise de conteúdo. Resultados: A prevalência de consumo foi de 8,1%, com início na adolescência, motivada pela curiosidade. Verificou-se um baixo consumo diário, baixa dependência e fraca motivação para a cessação. Apesar do conhecimento dos riscos, observam-se lacunas face à legislação. A influência familiar foi identificada, sem significado estatístico. Emergiram seis categorias principais destacando-se estratégias inovadoras como apoio emocional, tecnologias digitais e gamificação. Conclusão: A iniciação ao consumo de tabaco relaciona-se com fatores sociais e emocionais. Estratégias de motivação assentes no bem-estar e apoio familiar associadas a políticas revelam-se fundamentais para a prevenção e cessação entre estudantes de enfermagem. Palavras-chave: Tabaco, Estudantes, Família, Prevenção, Cessação.
- Cuidar em rede : Capacitação para cuidadores formaisPublication . Jesus, Francisca Sousa de; Andrade, Ana Isabel Nunes Pereira de Azevedo eIntrodução: O envelhecimento populacional constitui um desafio em saúde pública, aumentando a procura por cuidados de longa duração e na relevância das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). Neste contexto, os cuidadores formais desempenham um papel central na prestação de cuidados à pessoa idosa, sendo a capacitação determinante para a qualidade, segurança e humanização dos cuidados. Objetivos: Identificar necessidades formativas dos cuidadores formais e avaliar o impacto da intervenção formativa, de acordo com as necessidades identificadas. Material e Métodos: Desenvolveu-se um estudo de investigação-ação, de abordagem quantitativa, no âmbito do projeto “Cuidar em Rede: Capacitação para Cuidadores Formais”, que surgiu da identificação de necessidades formativas. Foi implementada uma intervenção formativa dirigida a cuidadores formais de três ERPI de um concelho da região centro de Portugal, envolvendo trinta cuidadores formais. Para avaliação, aplicaram-se instrumentos de colheita de dados e questionários pré e pós-intervenção. O projeto obteve parecer favorável da Comissão de Ética do Instituto Politécnico de Viseu. Resultados: O levantamento de necessidades identificou lacunas formativas nos cuidados básicos, prevenção de riscos, comunicação e cuidados em fim de vida. Após a intervenção, verificaram-se diferenças estatisticamente significativas em doze das catorze questões de conhecimento e em três das quinze questões de perceção avaliadas. Conclusão: O projeto revelou-se eficaz na promoção do conhecimento, reforçando a importância da formação para a qualidade e segurança dos cuidados. Recomenda-se a continuidade e replicação noutras ERPI, bem como a criação de materiais de apoio para a integração de profissionais e a uniformização de boas práticas. Palavras-chave: Envelhecimento; Cuidadores; Formação Profissional; Educação em Saúde
- Da avaliação familiar aos registos de enfermagem : A realidade de uma unidade local de saúdePublication . Galvão, Ana Rita Oliveira; Amaral, Maria Odete PereiraEnquadramento: A inclusão das famílias no processo de cuidados tornou-se uma prioridade, exigindo dos enfermeiros competências especializadas para realizar avaliações familiares precisas e implementar intervenções que suprimam as necessidades das famílias. Para garantir a continuidade dos cuidados, é necessário que os enfermeiros registem no processo familiar, todas as informações relevantes sobre a unidade familiar. Objetivos: Avaliar as atitudes dos enfermeiros face às famílias, conhecer a sua prática no âmbito da enfermagem de saúde familiar e a importância atribuída a essa prática e identificar a realização de registos em enfermagem de saúde familiar. Métodos: Estudo transversal analítico, com uma amostra não probabilística por conveniência, constituída por 64 enfermeiros a exercer funções em Unidades de Cuidados de Saúde Primários de uma Unidade Local de Saúde, sendo a maioria do género feminino (97,1%) e com uma média de idades de 49,03±8,515 anos. Os dados foram recolhidos através de um questionário online, com questões sociodemográficas e profissionais, a escala “A Importância das Famílias nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros”, a escala “Perceção dos Enfermeiros da Enfermagem com Famílias” e questões sobre os registos de enfermagem. Resultados: Os enfermeiros que constituem a amostra apresentam como grau académico licenciatura (76,6%) e 31,3% detêm o título profissional de enfermeiro especialista. Têm em média 25 anos de experiência profissional e 21 anos de prática em contexto de cuidados de saúde primários e a maioria não tem formação na área de enfermagem de saúde familiar (67,2%). Demonstram atitudes de suporte em relação às famílias, contudo atribuem maior importância à enfermagem de saúde familiar do que na realidade a integram na sua prática diária. A maioria dos enfermeiros não realiza a totalidade dos registos sobre a família no SClínico (59,4%). Conclusões: Embora reconheçam a importância de integrar a família nos cuidados de enfermagem, ainda há desafios a ultrapassar para que os enfermeiros de família da Unidade Local de Saúde adotem uma prática de cuidados com foco na família. O contributo da enfermagem de saúde familiar é indiscutível porque impulsiona a que o foco dos cuidados seja a unidade familiar e em particular todos os seus membros, favorecendo o envolvimento e a harmonia familiar. Palavras-chave: Família; Enfermagem de Saúde Familiar; Atitudes; Avaliação familiar; Registos;
- Desafios do enfermeiro de família no cuidar de famílias imigrantesPublication . Alves, Ana Beatriz Pais Loureiro; Amaral, Maria Odete PereiraIntrodução: A crescente diversidade cultural coloca novos desafios ao exercício profissional do Enfermeiro de Família, particularmente no cuidado a famílias imigrantes. Estas famílias enfrentam múltiplas barreiras no acesso e utilização dos serviços de saúde, o que exige dos Enfermeiros uma resposta culturalmente competente, sensível e centrada no indivíduo e família. Objetivo: Mapear a evidência científica sobre os desafios do Enfermeiro de Família no cuidar de famílias imigrantes, em contexto de Cuidados de Saúde Primários. Metodologia: Scoping review realizada conforme as recomendações do Joanna Briggs Institute. Pesquisa realizada nas bases de dados PubMed, CINAHL Complete, Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive, MEDLINE Complete, B-On, Web of Science e no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal. Os estudos identificados foram organizados no Rayyan®. Foram incluídos estudos publicados em português, espanhol e inglês e sem limite temporal. Dos 1383 estudos elegíveis, 13 foram incluídos na revisão. Resultados: Da análise dos estudos emergiram dois temas: barreiras aos cuidados de Enfermagem transcultural (barreira linguística; barreira cultural, religiosa e social; abordagem etnocêntrica dos Enfermeiros; desconhecimento da legislação associada ao acesso aos cuidados de saúde pelos Enfermeiros; baixa competência cultural dos Enfermeiros e falta de recursos humanos e materiais) e fatores facilitadores aos cuidados de Enfermagem transcultural (competências de comunicação; relação interpessoal Enfermeiro-família; práticas de Enfermagem orientadas para a família; desenvolvimento de competências culturais em Enfermagem; visão positiva da imigração; documentar os cuidados prestados em sistemas informatizados e presença de instituições de saúde culturalmente recetivas). Conclusão: A prestação de cuidados culturalmente competentes a famílias imigrantes representa um desafio crescente para o Enfermeiro de Família. É essencial investir na formação contínua em Enfermagem transcultural e na criação de ambientes de cuidados inclusivos e culturalmente sensíveis. Palavras-chave: Emigrantes e Imigrantes; Família; Enfermagem Familiar; Enfermagem Transcultural; Cuidados de Saúde Primários.
- Determinantes da qualidade de vida dos cuidadores informais : Uma análise de sobrecarga, coping e suporte socialPublication . Gomes, Mara Soares; Rocha, Ana Isabel de Almeida Ribeiro FernandesO presente relatório insere-se no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem Comunitária - área de Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública, tendo como objetivo analisar o percurso de desenvolvimento de competências do enfermeiro especialista em contexto de Estágio. O trabalho encontra-se estruturado em duas componentes principais: a descrição das experiências desenvolvidas em contexto de prática clínica e a integração de um estudo sobre a qualidade de vida dos cuidadores informais. A componente de Estágio decorreu, nomeadamente, na Unidade de Cuidados na Comunidade de Lamego e na Unidade de Saúde Pública Marão e Douro Norte. Ao longo do relatório, evidencia-se a importância do enfermeiro especialista na promoção da saúde, prevenção da doença e capacitação das populações. Destaca-se a relevância da intervenção comunitária, baseada na proximidade, multidisciplinaridade e adaptação às necessidades da população, considerando os determinantes sociais e de saúde. O relatório contempla a contextualização das unidades de saúde onde decorreram os ensinos clínicos, bem como a caracterização do contexto demográfico, social e epidemiológico da região. Ao longo deste processo, é fundamentado o desenvolvimento das competências adquiridas, evidenciado pelas atividades desenvolvidas. O estudo incide na análise da qualidade de vida dos cuidadores informais, explorando a influência de variáveis psicossociais, nomeadamente a sobrecarga, o suporte social e o coping. Em suma, o relatório evidencia o desenvolvimento de competências e a importância da investigação em enfermagem como suporte à tomada de decisão e à melhoria dos cuidados. Palavras-chave: Saúde Comunitária; Saúde Pública; Enfermeiro Especialista; Cuidadores Informais; Qualidade de Vida
