ESSV - UESPFC - Relatórios finais (após aprovados pelo júri)
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- Prevalência do tabagismo em enfermeiros e suas repercussões na saúde pública e comunitáriaPublication . Silva, Luana Carvalho da; Chaves, Cláudia Margarida Correia BalulaIntrodução: O tabagismo entre Enfermeiros representa um desafio significativo para a Enfermagem em Saúde Comunitária e Saúde Pública tendo em conta o papel estratégico destes profissionais na promoção da saúde das comunidades. O consumo de tabaco pode comprometer a credibilidade das políticas de controlo e a eficácia das intervenções para além de serem prejudiciais à sua saúde. Este estudo analisa a prevalência do tabagismo em Enfermeiros e as suas repercussões no contexto comunitário até março de 2026. Metodologia: Estudo observacional, descritivo e transversal, com amostragem bola de neve. Os dados foram recolhidos via questionário e analisados no software IBM SPSS. Resultados: A amostra (n=322) apresenta média de idades de 41,19 anos (Dp = 11,306) e 87,9% de predominância feminina. A prevalência tabágica autorreportada na amostra de enfermeiros inquiridos é de 21,1%, sendo o stress laboral o principal motivo apontado para o consumo (14,6%). Embora 56,5% das unidades possuam políticas de ambiente livre de fumo, 34,2% dos Enfermeiros referem carência de apoio institucional à cessação. Notavelmente, 70,8% reconhecem que o seu comportamento individual influência a adesão dos utentes às orientações de saúde, e 46,6% realizam sistematicamente o aconselhamento antitabágico. Conclusões: O tabagismo entre Enfermeiros pode refletir o impacto do stress ocupacional e da escassez de programas de apoio institucional. Para potenciar a eficácia das intervenções comunitárias, é imperativo reforçar a saúde do cuidador. Garantir o bem-estar dos Enfermeiros é crucial para a sustentabilidade das políticas de Saúde Pública. Futuras investigações com amostras mais robustas deverão aprofundar a relação entre o contexto laboral e o consumo de tabaco. Palavras-Chave: Enfermagem em Saúde Comunitária, Saúde Pública; Tabagismo; Enfermeiros; Promoção da Saúde
- Perceção dos enfermeiros das unidades de cuidados na comunidade sobre os indicadores contratualizadosPublication . Leal, Sónia Lúcia Monteiro; Rocha, Ana Isabel de Almeida Ribeiro FernandesO presente relatório integra a componente de estágio e de investigação desenvolvidas no âmbito do Mestrado em Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública, tendo como finalidade refletir criticamente sobre o percurso formativo e analisar a adequação dos indicadores contratualizados nas Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC), enquanto instrumentos de suporte à avaliação da qualidade e dos resultados em saúde. O percurso de estágio decorreu em contexto de Unidade de Saúde Pública e Unidade de Cuidados na Comunidade, proporcionando o desenvolvimento e consolidação de competências no domínio da avaliação de necessidades em saúde, planeamento e intervenção comunitária, trabalho em equipa multidisciplinar e articulação com recursos da comunidade, numa lógica de cuidados centrados na pessoa, família e comunidade. Em paralelo, foi desenvolvido um estudo de natureza quantitativa, complementado por análise qualitativa, centrado na perceção dos enfermeiros das UCC relativamente aos indicadores contratualizados. De forma global, os resultados evidenciam uma leitura crítica destes instrumentos, particularmente no que se refere à sua adequação à prática clínica, à sua operacionalização e à sua capacidade para refletir a complexidade dos cuidados de enfermagem em contexto comunitário. O trabalho desenvolvido permitiu evidenciar a importância de modelos de avaliação mais ajustados às especificidades das UCC, bem como a necessidade de integrar indicadores sensíveis à enfermagem, promover maior participação dos profissionais e reforçar os processos de capacitação e suporte organizacional. Conclui-se que a evolução dos modelos de contratualização em cuidados de saúde primários exige uma abordagem mais integrada, participativa e orientada para os ganhos em saúde, contribuindo para a valorização da enfermagem comunitária e para a melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados à população. Palavras-chave: Enfermagem Comunitária; Cuidados de Saúde Primários; Indicadores de Desempenho; Avaliação em Saúde; Qualidade dos Cuidados.
- Avaliação da conformidade das ERPI com os critérios de qualidade e segurança das Unidades de Saúde Pública : estudo descritivo e retrospetivo numa Unidade Local de SaúdePublication . Cruz, Rita Cristina da Silva; Antunes, Ricardo PaisO envelhecimento demográfico e o aumento da institucionalização de pessoas idosas colocam desafios significativos à qualidade e segurança dos cuidados prestados nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). Neste contexto, a monitorização das condições de prestação de cuidados assume um papel central na proteção da saúde dos residentes e na promoção de boas práticas. O presente relatório foi elaborado no Unidade Curricular “Opção 5: Estágio com Relatório Final em Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) e em Unidades de Saúde Pública (USP)”, integrada no 3º semestre do Curso de Mestrado de Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem Comunitária e Saúde Pública, da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu. Tem como finalidade refletir criticamente sobre o percurso formativo desenvolvido em contexto de estágio, bem como apresentar a componente de investigação realizada durante o estágio. O estágio decorreu em dois contextos complementares dos cuidados de saúde primários da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro: a Unidade de Cuidados na Comunidade de Albergaria-a-Velha e o Serviço Local de Albergaria-a-Velha da Unidade de Saúde Pública do Baixo Vouga. Estes contextos proporcionaram oportunidades de aprendizagem diferenciadas, permitindo o contacto com intervenções de proximidade dirigidas a indivíduos, famílias, grupos e comunidades, bem como com atividades no âmbito da vigilância epidemiológica, planeamento em saúde, promoção da saúde e prevenção da doença. Ao longo do estágio, foi possível desenvolver e consolidar competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Comunitária e Saúde Pública, nomeadamente nos domínios da responsabilidade profissional, ética e legal, melhoria contínua da qualidade, gestão dos cuidados, desenvolvimento das aprendizagens profissionais, capacitação de grupos e comunidades, coordenação de programas de saúde e vigilância epidemiológica. A participação em projetos de intervenção comunitária, ações de educação para a saúde, reuniões multidisciplinares e atividades de saúde pública contribuiu para uma prática mais reflexiva, fundamentada e orientada para ganhos em saúde. A componente de investigação corresponde a um estudo descritivo, retrospetivo e de natureza quantitativa, que teve como objetivo avaliar a conformidade das ERPI com os critérios de qualidade e segurança definidos pelas Unidades de Saúde Pública, com enfoque na vertente clínica e nos cuidados ao utente. A amostra integrou 72 ERPI da área de abrangência de uma Unidade Local de Saúde, com base na análise documental de checklists de vigilância sanitária relativas ao ano de 2024. Os resultados evidenciaram que a maioria das ERPI apresenta níveis elevados ou moderados de conformidade, destacando-se resultados positivos nas dimensões dos direitos do utente e da promoção da autonomia. Contudo, foram identificadas fragilidades relevantes ao nível da gestão dos cuidados de enfermagem, nomeadamente na avaliação nutricional, monitorização de quedas, úlceras por pressão e níveis de dependência. Conclui-se que o percurso de estágio constituiu um contributo significativo para o desenvolvimento das competências do enfermeiro especialista, reforçando a articulação entre prática clínica, saúde pública e investigação. Simultaneamente, o estudo desenvolvido permitiu identificar áreas críticas de melhoria nas ERPI, salientando a importância do papel do enfermeiro especialista na promoção da qualidade, segurança e melhoria contínua dos cuidados. Palavras-chave: Enfermagem Comunitária; Saúde Pública; ERPI; Qualidade dos Cuidados; Segurança do Utente; Vigilância Sanitária.
- O enfermeiro de família no acompanhamento à parentalidade : Desafios e estratégias de intervençãoPublication . Ferreira, Cláudia Patrícia Almeida; Andrade, Ana Isabel Nunes Pereira de Azevedo eIntrodução: A família é reconhecida como a unidade básica da sociedade e desempenha um papel central na promoção da saúde e do bem-estar dos seus membros, constituindo o primeiro espaço de socialização, aprendizagem e desenvolvimento humano. A parentalidade, enquanto transição crítica do ciclo vital familiar, implica alterações profundas na dinâmica conjugal e parental, exigindo redefinição de papéis, reorganização de projetos de vida e reconfiguração de limites relacionais com a família e a comunidade. Este período, simultaneamente desafiante e potenciador de crescimento, traduz-se em necessidades acrescidas de suporte, de modo a garantir a adaptação saudável e a promoção de práticas de parentalidade positiva. Objetivos: Avaliar as famílias em transição para a parentalidade de acordo com o Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF), identificar as necessidades emergentes em cada uma das suas dimensões, estabelecer planos de intervenção ajustados às singularidades de cada família e monitorizar os ganhos em saúde. Métodos: O estudo de caso múltiplo teve por base a matriz operativa do MDAIF, que integra dimensões estruturais, de desenvolvimento e funcionais da família, associadas a instrumentos de avaliação como o genograma, o ecomapa, a escala de Graffar adaptada, o FACES II e o APGAR Familiar. Participaram quatro famílias inscritas na lista de utentes da enfermeira tutora, selecionadas segundo critérios previamente definidos: grávidas com idade gestacional igual ou superior a 34 semanas e/ou famílias com crianças até seis meses à data de 01.10.2024. Todas as famílias consentiram, por escrito, a sua participação no estudo Family2Care. A recolha de dados decorreu entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, através de visitas domiciliárias, consultas de saúde infantil e sessões de educação em grupo, complementadas pela Entrevista Familiar Sistémica (EFS). Resultados: As intervenções implementadas promoveram ganhos em saúde nas quatro famílias acompanhadas, através da capacitação para a mobilização de recursos internos e externos, do reforço das competências parentais e da promoção de vínculos afetivos seguros. A análise dos casos demonstrou que, embora inicialmente tivesse sido identificado o diagnóstico de “Papel Parental Não Adequado”, a intervenção sistemática do enfermeiro de família contribuiu para a sua evolução para “Papel Parental Adequado”, refletindo-se em maior confiança, autonomia e consistência disciplinar. Destaca-se ainda o papel do suporte intergeracional, sobretudo dos avós, e a relevância da articulação comunitária no fortalecimento da resiliência familiar. Conclusão: O estudo de caso múltiplo e o MDAIF demonstrou ser uma abordagem metodológica valiosa para a enfermagem de saúde familiar (ESF), permitindo identificar padrões comuns, compreender singularidades e implementar intervenções eficazes, personalizadas e culturalmente adaptadas. Os resultados confirmam o papel estratégico do enfermeiro de família na promoção da parentalidade positiva, reforçando a sua função enquanto facilitador de competências parentais, mediador das relações familiares e articulador de redes de suporte, no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários (CSP). Palavras-Chave: Enfermagem Familiar, Saúde da Família, Parentalidade, Cuidados de Saúde Primários
- Consulta de asma e doença pulmonar obstrutiva crónica nos cuidados de saúde primários : Capacitação da família para a gestão da doençaPublication . Clemente, Liliana Marisa Ramos; Andrade, Ana Isabel Nunes Pereira de Azevedo eIntrodução: A asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) são doenças respiratórias crónicas com impacto significativo na qualidade de vida das pessoas afetadas e das suas famílias. Requerem uma abordagem centrada na pessoa e no seu contexto familiar. A capacitação familiar nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) é fundamental para o autocuidado, adesão terapêutica e prevenção de agudizações (Pantelyat-Kamath & Smith, 2025). Objetivo: Avaliar as famílias com elemento portador de DPOC e/ou asma; capacitar a família para a gestão da doença e analisar o impacto na melhoria da condição de saúde nas mesmas. Metodologia: Estudo de caso múltiplo de três famílias com um elemento com DPOC, integrado no projeto de investigação Family2Care. Recolha de dados realizada com recurso à matriz operativa do Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar, realizando-se, num primeiro momento, a avaliação familiar, seguida do planeamento das intervenções de enfermagem e a operacionalização das mesmas. Foram utilizadas a Escala de Apgar Familiar de Smilkstein e a Escala Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale (FACES II). Resultados: A avaliação de três famílias permitiu identificar a presença de desafios associados à gestão da DPOC por parte de um dos seus membros. Foi possível estabelecer diagnósticos de enfermagem centrados nas necessidades específicas de cada família, nomeadamente ao nível da sobrecarga do cuidador, gestão ineficaz do regime terapêutico e défices na literacia em saúde. As intervenções de enfermagem, planeadas e implementadas com base nos diagnósticos formulados, tiveram como foco a capacitação da família para a gestão da doença, a promoção de estratégias de coping, e o reforço da coesão e funcionalidade familiar. Observou-se uma melhoria na comunicação entre os membros da família, maior envolvimento no autocuidado do ente querido e uma perceção positiva relativamente ao controlo da doença. Deste modo, verificaram-se ganhos em saúde significativos, nomeadamente na literacia em saúde, na eficácia da gestão do regime terapêutico e na qualidade de vida percebida pela família, respondendo-se assim aos objetivos propostos de avaliação, capacitação e melhoria da condição de saúde. Conclusão: O estudo confirma a necessidade de se maximizar a capacitação das famílias de pessoas com DPOC, a gestão adequada dos sintomas e considerar as complexas e profundas questões psicológicas e sociais que a doença acarreta e as suas famílias enfrentam, o que torna viável a Consulta de Asma e DPOC nos Cuidados de Saúde Primários. Passavas-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica; Asma; Cuidados de Saúde Primários; Enfermagem de Saúde Familiar.
- Educação e envolvimento familiar no cuidado a idosos com risco de sarcopenia: O papel do enfermeiro de famíliaPublication . Marques, Célia Filipa Figueiredo; Andrade, Ana Isabel Nunes Pereira de Azevedo eIntrodução: A partir dos 60 anos há um aumento significativo do risco de sarcopenia nos idosos, doença que compromete significativamente o desempenho físico do indivíduo. Para a prevenção e tratamento desta condição, a nutrição é essencial na prevenção da evolução da sarcopenia em que é importante ter em conta a ingestão proteica do individuo e de que modo se relaciona com o aumento da função muscular bem como a prática regular de exercício físico. Objetivos: Avaliar as famílias que integrem membro idoso, com risco de sarcopenia. Identificar necessidades individuais e da família. Avaliar os ganhos em saúde resultantes das intervenções de enfermagem. Métodos: Estudo de casos múltiplos de famílias com idosos com risco de sarcopenia sustentado no Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar. Para a avaliação das três famílias foram desenvolvidas consultas no âmbito da Enfermagem de Saúde Familiar. Este estudo está inserido no Projeto Family2Care, com parecer favorável da Comissão de ética. Resultados: As intervenções realizadas, em parceria com as famílias, culminaram em ganhos em saúde para as mesmas e para os indivíduos, nomeadamente, nas áreas do Processo Familiar no estabelecimento de uma comunicação familiar eficaz, e no Papel do Prestador de Cuidados, nomeadamente conhecimento sobre o regime dietético (importância das proteínas no idoso) e regime de exercício na prevenção da sarcopenia no idoso e bem como a nível individual. Conclusões: A interação com as famílias é uma componente fundamental para a promoção da literacia em saúde bem como no fortalecimento do cuidado colaborativo a idosos com risco de sarcopenia. Palavras-Chave: Enfermagem de Saúde Familiar, Família, Envelhecimento, Sarcopenia.
- Literacia em saúde e autogestão da diabetes tipo 2 : Programa educacional para famíliasPublication . Sanches, Maria Manuela Cunha; Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula; Figueiredo, Carla; Martins, PaulaIntrodução: A Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crónica de elevada prevalência, com impacto na qualidade de vida das pessoas e famílias. A literacia em saúde e o suporte familiar são fatores-chave na promoção da autogestão da doença. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto de um programa educativo na literacia em saúde e na autogestão da pessoa com DM2, bem como a influência do suporte familiar na adesão terapêutica e saúde emocional. Material e Métodos: Estudo de natureza mista, com abordagem quantitativa, descritiva, transversal e correlacional, realizado na USF. Participaram 116 pessoas com DM2 e familiares, selecionados em contexto de consulta autónoma de enfermagem. Utilizaram-se questionários sociodemográficos, a escala WHOQOL-Bref e a PAID-5. O programa educativo envolveu sessões teórico-práticas sobre autocuidado, alimentação, atividade física, monitorização e gestão emocional. Resultados: Participantes fisicamente ativos apresentaram melhor qualidade de vida (74,1 vs. 67,9; p = 0,005), embora sem diferenças significativas no distress emocional. Não se verificaram diferenças relevantes entre géneros ou local de residência. A intervenção evidenciou ganhos na comunicação familiar, adesão ao regime terapêutico e autonomia da pessoa com DM2. Conclusão: O programa educativo mostrou-se eficaz na promoção da literacia em saúde, na autogestão da DM2 e no envolvimento familiar, reforçando a importância de intervenções educativas no âmbito da enfermagem comunitária. Palavras-chave: Diabetes tipo 2; Literacia em Saúde; Autogestão; Enfermagem Comunitária; Educação em Saúde; Família.
- Hipertensão arterial : Desafios e estratégias em enfermagem de saúde familiarPublication . Santos, Iolanda Sofia Costa; Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula; Duarte, Maria JoséIntrodução: A hipertensão arterial é uma condição clínica que pode levar a complicações graves, como doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais desafiantes, parece de uma intervenção estruturada em enfermagem. Objetivos: Mapear a evidencia científica relativa às intervenções de enfermagem de saúde familiar na hipertensão em contexto de cuidados de saúde primários. Métodos: O método usado nesta pesquisa foi uma scoping review orientada pela estratégia de pesquisa PCC (população, conceito e contexto). Foi necessária a utilização do Rayyan com um revisor independente que avaliaram a relevância dos artigos. Foram considerados para esta scoping artigos escritos em inglês, português ou espanhol e num espaço temporal de 2021 a 2024, pesquisados nas bases de dados Pubmed, CINAHL e LILCAS. Após pesquisa com os descritores MeSH “nurse, primary health care, hypertension” foram selecionados cinco artigos que analisam estratégias de intervenção da enfermagem de promoção da saúde nas famílias no programa de vigilância da pessoa com hipertensão. Resultados: A estratégia educativa adaptada às realidades culturais e sociais dos doentes é eficaz para promover o autocuidado, melhorar a adesão ao tratamento e prevenir complicações. Esses contributos reforçam o papel central da enfermagem de saúde familiar nos cuidados primários na gestão da hipertensão, utilizando estratégias educativas personalizadas para melhorar os resultados clínicos e o bem-estar geral dos doentes. A implementação de abordagens centradas em diagnósticos de enfermagem pode melhorar o controlo da hipertensão e orientar políticas de saúde familiar mais eficazes. Conclusão: Apesar dos avanços, existem barreiras, como resistência inicial de alguns doentes às mudanças e limitações no acesso a recursos para apoiar o cuidado contínuados. Os contributos da enfermagem em saúde familiar, como os diagnósticos de enfermagem e o acompanhamento contínuo são fundamentais para melhorar o controle da hipertensão arterial. Este processo contribui para o aumento do autocuidado e da autoeficácia, capacitando os indivíduos a adotarem comportamentos saudáveis nas áreas da alimentação, gestão da medicação e atividade física. Palavras-Chave: Cuidados de saúde primários; família; hipertensão
- Registos eletrónicos de enfermagem em saúde familiar: Um projeto de melhoria contínua da qualidadePublication . Santos, Débora Figueiredo; Chaves, Cláudia Margarida Correia BalulaNo contexto da Enfermagem de Saúde Familiar, a qualidade dos registos assume um papel central, pois estes documentam a relação terapêutica entre o enfermeiro e a família. Esta parceria é um dos princípios fundamentais dos Cuidados de Saúde Primários, onde o enfermeiro de família atua como um agente promotor do empoderamento familiar, capacitando as famílias para a tomada de decisões informadas relativas à sua saúde individual, familiar e comunitária. Este estudo de melhoria contínua da qualidade em enfermagem centrou-se na otimização dos registos eletrónicos de enfermagem, com especial enfoque nos registos de saúde familiar. O objetivo principal foi garantir uma documentação mais estruturada e eficaz, promovendo a uniformização dos registos clínicos e a sua adequação às necessidades da prática assistencial. Como suporte ao estudo, foi elaborado um manual de procedimentos para a qualidade dos registos clínicos de enfermagem e um plano digital para o tratamento dos dados. Conclui-se que a implementação desta ação de melhoria, baseada na avaliação contínua das práticas assistenciais, demonstra um impacto positivo na qualidade dos cuidados prestados às famílias. Neste estágio foi evidenciada a importância da investigação, da reflexão e da adaptação às necessidades em saúde, promovendo ganhos efetivos na qualidade de vida das famílias e na eficácia dos cuidados de enfermagem. A intervenção centrou-se na capacitação da família como unidade de cuidados, reforçando a sua autonomia e adaptação funcional, com base numa abordagem sistémica e fundamentada na evidência científica. Este percurso permitiu ainda desenvolver competências cruciais para o enfermeiro especialista em saúde familiar. Palavras-chave – Qualidade; Enfermeiro de Família; Registos Eletrónicos; Melhoria Contínua.
- Desafios do enfermeiro de família no cuidar de famílias imigrantesPublication . Alves, Ana Beatriz Pais Loureiro; Amaral, Maria Odete PereiraIntrodução: A crescente diversidade cultural coloca novos desafios ao exercício profissional do Enfermeiro de Família, particularmente no cuidado a famílias imigrantes. Estas famílias enfrentam múltiplas barreiras no acesso e utilização dos serviços de saúde, o que exige dos Enfermeiros uma resposta culturalmente competente, sensível e centrada no indivíduo e família. Objetivo: Mapear a evidência científica sobre os desafios do Enfermeiro de Família no cuidar de famílias imigrantes, em contexto de Cuidados de Saúde Primários. Metodologia: Scoping review realizada conforme as recomendações do Joanna Briggs Institute. Pesquisa realizada nas bases de dados PubMed, CINAHL Complete, Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive, MEDLINE Complete, B-On, Web of Science e no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal. Os estudos identificados foram organizados no Rayyan®. Foram incluídos estudos publicados em português, espanhol e inglês e sem limite temporal. Dos 1383 estudos elegíveis, 13 foram incluídos na revisão. Resultados: Da análise dos estudos emergiram dois temas: barreiras aos cuidados de Enfermagem transcultural (barreira linguística; barreira cultural, religiosa e social; abordagem etnocêntrica dos Enfermeiros; desconhecimento da legislação associada ao acesso aos cuidados de saúde pelos Enfermeiros; baixa competência cultural dos Enfermeiros e falta de recursos humanos e materiais) e fatores facilitadores aos cuidados de Enfermagem transcultural (competências de comunicação; relação interpessoal Enfermeiro-família; práticas de Enfermagem orientadas para a família; desenvolvimento de competências culturais em Enfermagem; visão positiva da imigração; documentar os cuidados prestados em sistemas informatizados e presença de instituições de saúde culturalmente recetivas). Conclusão: A prestação de cuidados culturalmente competentes a famílias imigrantes representa um desafio crescente para o Enfermeiro de Família. É essencial investir na formação contínua em Enfermagem transcultural e na criação de ambientes de cuidados inclusivos e culturalmente sensíveis. Palavras-chave: Emigrantes e Imigrantes; Família; Enfermagem Familiar; Enfermagem Transcultural; Cuidados de Saúde Primários.
