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ESSV - UESPFC - Relatórios finais (após aprovados pelo júri)

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  • Educação e envolvimento familiar no cuidado a idosos com risco de sarcopenia: O papel do enfermeiro de família
    Publication . Marques, Célia Filipa Figueiredo; Andrade, Ana Isabel Nunes Pereira de Azevedo e
    Introdução: A partir dos 60 anos há um aumento significativo do risco de sarcopenia nos idosos, doença que compromete significativamente o desempenho físico do indivíduo. Para a prevenção e tratamento desta condição, a nutrição é essencial na prevenção da evolução da sarcopenia em que é importante ter em conta a ingestão proteica do individuo e de que modo se relaciona com o aumento da função muscular bem como a prática regular de exercício físico. Objetivos: Avaliar as famílias que integrem membro idoso, com risco de sarcopenia. Identificar necessidades individuais e da família. Avaliar os ganhos em saúde resultantes das intervenções de enfermagem. Métodos: Estudo de casos múltiplos de famílias com idosos com risco de sarcopenia sustentado no Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar. Para a avaliação das três famílias foram desenvolvidas consultas no âmbito da Enfermagem de Saúde Familiar. Este estudo está inserido no Projeto Family2Care, com parecer favorável da Comissão de ética. Resultados: As intervenções realizadas, em parceria com as famílias, culminaram em ganhos em saúde para as mesmas e para os indivíduos, nomeadamente, nas áreas do Processo Familiar no estabelecimento de uma comunicação familiar eficaz, e no Papel do Prestador de Cuidados, nomeadamente conhecimento sobre o regime dietético (importância das proteínas no idoso) e regime de exercício na prevenção da sarcopenia no idoso e bem como a nível individual. Conclusões: A interação com as famílias é uma componente fundamental para a promoção da literacia em saúde bem como no fortalecimento do cuidado colaborativo a idosos com risco de sarcopenia. Palavras-Chave: Enfermagem de Saúde Familiar, Família, Envelhecimento, Sarcopenia.
  • Literacia em saúde e autogestão da diabetes tipo 2 : Programa educacional para famílias
    Publication . Sanches, Maria Manuela Cunha; Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula; Figueiredo, Carla; Martins, Paula
    Introdução: A Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crónica de elevada prevalência, com impacto na qualidade de vida das pessoas e famílias. A literacia em saúde e o suporte familiar são fatores-chave na promoção da autogestão da doença. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto de um programa educativo na literacia em saúde e na autogestão da pessoa com DM2, bem como a influência do suporte familiar na adesão terapêutica e saúde emocional. Material e Métodos: Estudo de natureza mista, com abordagem quantitativa, descritiva, transversal e correlacional, realizado na USF. Participaram 116 pessoas com DM2 e familiares, selecionados em contexto de consulta autónoma de enfermagem. Utilizaram-se questionários sociodemográficos, a escala WHOQOL-Bref e a PAID-5. O programa educativo envolveu sessões teórico-práticas sobre autocuidado, alimentação, atividade física, monitorização e gestão emocional. Resultados: Participantes fisicamente ativos apresentaram melhor qualidade de vida (74,1 vs. 67,9; p = 0,005), embora sem diferenças significativas no distress emocional. Não se verificaram diferenças relevantes entre géneros ou local de residência. A intervenção evidenciou ganhos na comunicação familiar, adesão ao regime terapêutico e autonomia da pessoa com DM2. Conclusão: O programa educativo mostrou-se eficaz na promoção da literacia em saúde, na autogestão da DM2 e no envolvimento familiar, reforçando a importância de intervenções educativas no âmbito da enfermagem comunitária. Palavras-chave: Diabetes tipo 2; Literacia em Saúde; Autogestão; Enfermagem Comunitária; Educação em Saúde; Família.
  • Hipertensão arterial : Desafios e estratégias em enfermagem de saúde familiar
    Publication . Santos, Iolanda Sofia Costa; Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula; Duarte, Maria José
    Introdução: A hipertensão arterial é uma condição clínica que pode levar a complicações graves, como doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais desafiantes, parece de uma intervenção estruturada em enfermagem. Objetivos: Mapear a evidencia científica relativa às intervenções de enfermagem de saúde familiar na hipertensão em contexto de cuidados de saúde primários. Métodos: O método usado nesta pesquisa foi uma scoping review orientada pela estratégia de pesquisa PCC (população, conceito e contexto). Foi necessária a utilização do Rayyan com um revisor independente que avaliaram a relevância dos artigos. Foram considerados para esta scoping artigos escritos em inglês, português ou espanhol e num espaço temporal de 2021 a 2024, pesquisados nas bases de dados Pubmed, CINAHL e LILCAS. Após pesquisa com os descritores MeSH “nurse, primary health care, hypertension” foram selecionados cinco artigos que analisam estratégias de intervenção da enfermagem de promoção da saúde nas famílias no programa de vigilância da pessoa com hipertensão. Resultados: A estratégia educativa adaptada às realidades culturais e sociais dos doentes é eficaz para promover o autocuidado, melhorar a adesão ao tratamento e prevenir complicações. Esses contributos reforçam o papel central da enfermagem de saúde familiar nos cuidados primários na gestão da hipertensão, utilizando estratégias educativas personalizadas para melhorar os resultados clínicos e o bem-estar geral dos doentes. A implementação de abordagens centradas em diagnósticos de enfermagem pode melhorar o controlo da hipertensão e orientar políticas de saúde familiar mais eficazes. Conclusão: Apesar dos avanços, existem barreiras, como resistência inicial de alguns doentes às mudanças e limitações no acesso a recursos para apoiar o cuidado contínuados. Os contributos da enfermagem em saúde familiar, como os diagnósticos de enfermagem e o acompanhamento contínuo são fundamentais para melhorar o controle da hipertensão arterial. Este processo contribui para o aumento do autocuidado e da autoeficácia, capacitando os indivíduos a adotarem comportamentos saudáveis nas áreas da alimentação, gestão da medicação e atividade física. Palavras-Chave: Cuidados de saúde primários; família; hipertensão
  • Registos eletrónicos de enfermagem em saúde familiar: Um projeto de melhoria contínua da qualidade
    Publication . Santos, Débora Figueiredo; Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula
    No contexto da Enfermagem de Saúde Familiar, a qualidade dos registos assume um papel central, pois estes documentam a relação terapêutica entre o enfermeiro e a família. Esta parceria é um dos princípios fundamentais dos Cuidados de Saúde Primários, onde o enfermeiro de família atua como um agente promotor do empoderamento familiar, capacitando as famílias para a tomada de decisões informadas relativas à sua saúde individual, familiar e comunitária. Este estudo de melhoria contínua da qualidade em enfermagem centrou-se na otimização dos registos eletrónicos de enfermagem, com especial enfoque nos registos de saúde familiar. O objetivo principal foi garantir uma documentação mais estruturada e eficaz, promovendo a uniformização dos registos clínicos e a sua adequação às necessidades da prática assistencial. Como suporte ao estudo, foi elaborado um manual de procedimentos para a qualidade dos registos clínicos de enfermagem e um plano digital para o tratamento dos dados. Conclui-se que a implementação desta ação de melhoria, baseada na avaliação contínua das práticas assistenciais, demonstra um impacto positivo na qualidade dos cuidados prestados às famílias. Neste estágio foi evidenciada a importância da investigação, da reflexão e da adaptação às necessidades em saúde, promovendo ganhos efetivos na qualidade de vida das famílias e na eficácia dos cuidados de enfermagem. A intervenção centrou-se na capacitação da família como unidade de cuidados, reforçando a sua autonomia e adaptação funcional, com base numa abordagem sistémica e fundamentada na evidência científica. Este percurso permitiu ainda desenvolver competências cruciais para o enfermeiro especialista em saúde familiar. Palavras-chave – Qualidade; Enfermeiro de Família; Registos Eletrónicos; Melhoria Contínua.
  • Desafios do enfermeiro de família no cuidar de famílias imigrantes
    Publication . Alves, Ana Beatriz Pais Loureiro; Amaral, Maria Odete Pereira
    Introdução: A crescente diversidade cultural coloca novos desafios ao exercício profissional do Enfermeiro de Família, particularmente no cuidado a famílias imigrantes. Estas famílias enfrentam múltiplas barreiras no acesso e utilização dos serviços de saúde, o que exige dos Enfermeiros uma resposta culturalmente competente, sensível e centrada no indivíduo e família. Objetivo: Mapear a evidência científica sobre os desafios do Enfermeiro de Família no cuidar de famílias imigrantes, em contexto de Cuidados de Saúde Primários. Metodologia: Scoping review realizada conforme as recomendações do Joanna Briggs Institute. Pesquisa realizada nas bases de dados PubMed, CINAHL Complete, Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive, MEDLINE Complete, B-On, Web of Science e no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal. Os estudos identificados foram organizados no Rayyan®. Foram incluídos estudos publicados em português, espanhol e inglês e sem limite temporal. Dos 1383 estudos elegíveis, 13 foram incluídos na revisão. Resultados: Da análise dos estudos emergiram dois temas: barreiras aos cuidados de Enfermagem transcultural (barreira linguística; barreira cultural, religiosa e social; abordagem etnocêntrica dos Enfermeiros; desconhecimento da legislação associada ao acesso aos cuidados de saúde pelos Enfermeiros; baixa competência cultural dos Enfermeiros e falta de recursos humanos e materiais) e fatores facilitadores aos cuidados de Enfermagem transcultural (competências de comunicação; relação interpessoal Enfermeiro-família; práticas de Enfermagem orientadas para a família; desenvolvimento de competências culturais em Enfermagem; visão positiva da imigração; documentar os cuidados prestados em sistemas informatizados e presença de instituições de saúde culturalmente recetivas). Conclusão: A prestação de cuidados culturalmente competentes a famílias imigrantes representa um desafio crescente para o Enfermeiro de Família. É essencial investir na formação contínua em Enfermagem transcultural e na criação de ambientes de cuidados inclusivos e culturalmente sensíveis. Palavras-chave: Emigrantes e Imigrantes; Família; Enfermagem Familiar; Enfermagem Transcultural; Cuidados de Saúde Primários.
  • Regime terapêutico e autogestão : Implicações para a saúde da pessoa com hipertensão arterial e dinâmica familiar
    Publication . Sampaio, Margarida Marques; Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula
    Introdução: As doenças do foro cardiovascular são a principal causa de morte em todo o mundo, e muitas dessas mortes podem ser evitadas através do tratamento da hipertensão arterial (World Health Organization, 2023). Na Europa, calcula-se que a hipertensão arterial afete cerca de 35-40% da população (SNS 24, 2023). Em Portugal, a hipertensão é a doença crónica mais frequente, afetando 36% dos portugueses com idades entre os 25 e os 74 anos, sendo a principal causa de morte no território nacional (Santos et al., 2022). Objetivo: Sintetizar a evidência científica disponível sobre a autogestão do regime terapêutico na pessoa com HTA e dinâmica familiar. Metodologia: Foi efetuada uma revisão integrativa da literatura pelo método PICOD através da pesquisa nas seguintes bases de dados científicas: PubMed, CINAHL Complete e RCAAP. De forma a avaliar criticamente a qualidade dos estudos incluídos foi utilizada a grelha de apoio à avaliação da qualidade metodológica do JBI. Estudos incluídos em português, espanhol e inglês, com o limite temporal 2018-2024. Dos oito artigos disponíveis, quatro foram incluídos na revisão. Resultados: Da análise dos artigos foram identificados quatro subtemas: fatores facilitadores de autogestão adequada do regime terapêutico na pessoa com HTA; fatores dificultadores de autogestão adequada do regime terapêutico na pessoa com HTA; estratégias promotoras de autogestão adequada do regime terapêutico; e autogestão do regime terapêutico e dinâmica familiar. Conclusão: É importante identificar fatores facilitadores e dificultadores da autogestão do regime terapêutico em pessoas com hipertensão, bem como estratégias que promovam essa autogestão e as mudanças na dinâmica familiar durante a transição saúde/doença. É necessário desenvolver estudos primários sobre o tema, contudo, é necessário ter em atenção as características da população em estudo, já que existem aspetos culturais que diferem consoante a população. Descritores: Autogestão; Enfermagem; Família; Hipertensão Arterial; Regime Terapêutico
  • Transição para a parentalidade e o impacto na saúde familiar
    Publication . Morais, Patrícia Alexandra Constança; Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula
    Introdução: A transição para a parentalidade é um processo significativo na vida de uma família, marcando uma mudança de papéis e responsabilidades. Adaptação da família às exigências e desafios que surgem com a chegada de um filho, envolve questões emocionais, físicas e sociais, impactando na saúde familiar. Metodologia: O estudo enquadra-se no projeto Family2Care parecer favorável da comissão de ética da ULS Viseu Dão Lafões. Realizou-se a avaliação e intervenção familiar a quatro famílias, com o objetivo de analisar as famílias a vivenciar a transição para a parentalidade pela primeira vez. A seleção das famílias teve em consideração os critérios de inclusão: a vivência da transição para a parentalidade pela primeira vez e a presença de pelo menos um bebé de até 6 meses. O MDAIF foi utilizado como referencial teórico, enquanto matriz operativa. Foi utilizada como colheita de dados às famílias a entrevista familiar sistémica bem como os instrumentos de avaliação familiar. Resultados: A prática de Enfermagem em Saúde Familiar, com base em referenciais teóricos e instrumentos de avaliação, possibilitou identificar necessidades nas famílias e implementar planos individualizados, resultando em diagnósticos com alterações favoráveis e melhorias significativas no atendimento às suas necessidades de cuidados. Conclusões: As intervenções realizadas contribuíram para melhorias na saúde das famílias ao capacitá-las para mobilizar os seus próprios recursos perante os desafios das diferentes etapas do ciclo vital. A atuação próxima às famílias permitiu reconhecer a família como foco central dos cuidados. Palavras chave: enfermagem de saúde familiar, transição, parentalidade, família
  • Dilemas sobre os benefícios e os riscos da utilização da tecnologia em crianças : Uma scoping review
    Publication . Amaral, Patrícia da Silva; Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula
    Introdução: As consequências do uso de tecnologias em crianças com idade até aos cinco anos, assume uma relevância indelével no âmbito da prática colaborativa de Enfermagem de Saúde Familiar e, ainda, face ao elevado número de crianças com excesso de horas de contacto tecnologias, sobretudo para fins recreativos. Objetivo: Mapear a evidência científica existente sobre as consequências/efeitos negativos e positivos do uso da tecnologia. Metodologia: Scoping review realizada com base nas recomendações metodológicas do Joanna Briggs Institute, seguindo as diretrizes PRISMA-ScR. A pesquisa foi efetuada nas bases de dados PubMed e CINAHL Complete, em 24 e 27 de dezembro de 2024. Do total de 1116 artigos recuperados, seis preencheram os critérios de inclusão e foram incluídos na revisão. Resultados: As evidências mostram que os efeitos do uso de tecnologia digital por crianças até aos cinco anos são diversos e dependem de fatores como o tempo de exposição, a qualidade do conteúdo, a supervisão parental e o equilíbrio com outras atividades. O uso excessivo pode ter consequências negativas no desenvolvimento cognitivo, social e físico das crianças, incluindo atrasos no desenvolvimento, dificuldades de atenção, problemas comportamentais e dependência de dispositivos, está relacionado com comportamentos sedentários, como a obesidade e défices nas competências sociais. Todavia, quando moderado e educativo, com supervisão dos pais, pode trazer benefícios para o desenvolvimento cognitivo e social. Conclusão: O estudo confirma que o Enfermeiro de Família deve capacitar as famílias para uma gestão equilibrada do tempo de ecrã, maximizando os benefícios e minimizando os riscos. Palavras-chave: Criança; Tecnologias digitais; Família; Enfermeiro de Família.
  • Avaliação e intervenção familiar em famílias migrantes : Contributo do enfermeiro de família
    Publication . Balula, Telma Sofia Carreira; Bica, Isabel
    Introdução: Nos últimos anos, Portugal tornou-se um destino cada vez mais atrativo para migrantes de diversas partes do mundo. Esta nova realidade apresenta desafios e oportunidades, tanto para população que é recebida como para a população que os acolhem. Para famílias migrantes com crianças pequenas, os desafios são ainda mais significativos, abrangendo áreas críticas como educação, integração social e saúde. Esses desafios podem afetar gravemente o seu bem-estar e dificultar a sua integração na sociedade portuguesa. Neste contexto, a Enfermagem de Saúde Familiar assume um papel fundamental na identificação de necessidades e na promoção de ganhos em saúde. Objetivos: O presente estudo teve como objetivos: avaliar as famílias migrantes à luz do Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF); identificar necessidades nas diferentes dimensões da estrutura e funcionamento familiar; e implementar planos de intervenção em Enfermagem de Saúde Familiar, construídos em colaboração com as famílias, culturalmente sensíveis e ajustados ao seu ciclo de vida. Métodos: Trata-se de uma investigação qualitativa, sustentada em quatro estudos de caso individuais com famílias migrantes acompanhadas por uma Unidade de Saúde Familiar (USF) integrada na Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão Lafões. A seleção das famílias foi intencional, tendo por base o respetivo ficheiro clínico. A recolha de dados decorreu em diferentes contextos (consultas presenciais, visitas domiciliárias e videochamadas), e recorreu a instrumentos como o MDAIF, Genograma, Ecomapa, Escala de Graffar, FACES II e a Escala de Risco Familiar de Segovia-Dreyer e de Garcia-Gonzalez. As áreas de atenção em destaque foram: Planeamento Familiar Não Eficaz, Papel Parental Não Adequado e Gravidez Não Adequada. Resultados: Os resultados evidenciam a eficácia do Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF) na prática de enfermagem centrada na família migrante. A abordagem colaborativa entre enfermeiro e família destacou-se como essencial para identificar focos de atenção, definir prioridades e implementar intervenções eficazes. A utilização de instrumentos como o Genograma, Ecomapa e escalas de avaliação familiar permitiu uma leitura holística e detalhada das dinâmicas familiares, facilitando planos de cuidados individualizados. O enfermeiro de família revelou-se peça-chave, promovendo educação, empoderamento e autonomia das famílias, mesmo perante os desafios inerentes ao processo migratório. A flexibilidade do MDAIF permitiu adaptar intervenções ao contexto sociocultural, reforçando a pertinência de uma abordagem culturalmente sensível. A análise evidenciou lacunas nos ficheiros familiares, sublinhando a importância de uma avaliação abrangente que contemple toda a rede familiar, incluindo membros não registados formalmente. Apesar das limitações do estudo (pequena amostra e contexto específico), os resultados reforçam o valor da intervenção sistémica e holística em enfermagem de saúde familiar, apontando caminhos para investigações futuras com amostras mais amplas e diversificadas. Conclusões: Este estudo reforça a importância de uma abordagem holística e sistémica da família na prática de Enfermagem de Saúde Familiar. Reconhecer a família como unidade dinâmica, com recursos, vulnerabilidades e contextos próprios, permite ao enfermeiro intervir de forma mais personalizada, culturalmente sensível e orientada para ganhos efetivos em saúde. A proximidade e o vínculo terapêutico estabelecido foram elementos-chave para o sucesso das intervenções e para a promoção da autonomia e da resiliência familiar. Palavras-Chave - Família, Migração, Enfermagem de família; Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar; Intervenção Familiar
  • Da avaliação familiar aos registos de enfermagem : A realidade de uma unidade local de saúde
    Publication . Galvão, Ana Rita Oliveira; Amaral, Maria Odete Pereira
    Enquadramento: A inclusão das famílias no processo de cuidados tornou-se uma prioridade, exigindo dos enfermeiros competências especializadas para realizar avaliações familiares precisas e implementar intervenções que suprimam as necessidades das famílias. Para garantir a continuidade dos cuidados, é necessário que os enfermeiros registem no processo familiar, todas as informações relevantes sobre a unidade familiar. Objetivos: Avaliar as atitudes dos enfermeiros face às famílias, conhecer a sua prática no âmbito da enfermagem de saúde familiar e a importância atribuída a essa prática e identificar a realização de registos em enfermagem de saúde familiar. Métodos: Estudo transversal analítico, com uma amostra não probabilística por conveniência, constituída por 64 enfermeiros a exercer funções em Unidades de Cuidados de Saúde Primários de uma Unidade Local de Saúde, sendo a maioria do género feminino (97,1%) e com uma média de idades de 49,03±8,515 anos. Os dados foram recolhidos através de um questionário online, com questões sociodemográficas e profissionais, a escala “A Importância das Famílias nos Cuidados de Enfermagem – Atitudes dos Enfermeiros”, a escala “Perceção dos Enfermeiros da Enfermagem com Famílias” e questões sobre os registos de enfermagem. Resultados: Os enfermeiros que constituem a amostra apresentam como grau académico licenciatura (76,6%) e 31,3% detêm o título profissional de enfermeiro especialista. Têm em média 25 anos de experiência profissional e 21 anos de prática em contexto de cuidados de saúde primários e a maioria não tem formação na área de enfermagem de saúde familiar (67,2%). Demonstram atitudes de suporte em relação às famílias, contudo atribuem maior importância à enfermagem de saúde familiar do que na realidade a integram na sua prática diária. A maioria dos enfermeiros não realiza a totalidade dos registos sobre a família no SClínico (59,4%). Conclusões: Embora reconheçam a importância de integrar a família nos cuidados de enfermagem, ainda há desafios a ultrapassar para que os enfermeiros de família da Unidade Local de Saúde adotem uma prática de cuidados com foco na família. O contributo da enfermagem de saúde familiar é indiscutível porque impulsiona a que o foco dos cuidados seja a unidade familiar e em particular todos os seus membros, favorecendo o envolvimento e a harmonia familiar. Palavras-chave: Família; Enfermagem de Saúde Familiar; Atitudes; Avaliação familiar; Registos;